Wall Street tem queda de 1% na semana com pressão de petróleo e Treasuries
Os índices de Wall Street encerraram em alta o pregão desta sexta-feira (21), em recuperação da venda da véspera com pressão dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries .
No entanto, na semana, os índices registraram perdas com o avanço de 6% do petróleo no período e a disparada dos rendimentos dos Treasuries.
Confira o fechamento dos índices: Dow Jones: +0,98%, aos 53.277,01 pontos; S&P 500: +0,43%, aos 7.674,37 pontos; Nasdaq: +0,44%, aos 26.180,455 pontos .
Na semana, o Dow Jones caiu quase 1% e o S&P 500 cedeu mais de 1%.
Já o Nasdaq liderou as perdas com recuo de 2%, com as empresas de investimentos em tecnologia sendo mais afetadas pela pressão dos títulos.
O que mexeu com Wall Street hoje? Depois do sell-off da véspera com a alta dos Treasuries, os mercados norte-americanos tiveram recuperação, com certa estabilização dos títulos, a despeito do viés de alta.
O Treasury de 30 anos, considerado um termômetro para a inflação e juros mais elevados, subiu mais de 3 pontos-base.
No pregao de hoje, o setor financeiro ofereceu um “gás” para o restante do mercado, com as criptomoedas, como o bitcoin, caminhando para ganhos semanais de 23% .
A Coinbase teve um salto de 7%, enquanto as ações da Robinhood subiram 13%.
Além disso, as ações do setor de saúde, como a Merck (+3,56%) e a Johnson & Johnson (+2,87%) impulsionaram os índices hoje.
Guerra no Oriente Médio Com as negociações paralisadas no Oriente Médio e o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, o fluxo de navios no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho seguiu em níveis baixos, com a continuidade de ataques na região.
Além disso, no radar dos investidores, estão as retaliações econômicas dos Estados Unidos contra o Irã, ainda sem maior detalhamento por conta do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ou do presidente, Donald Trump.
Trump afirmou que os países que mantiverem relações econômicas com o Irã também podem sofrer sanções, o que gerou ruídos com a China, compradora do petróleo iraniano.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, cobrou os dois países a “agirem de forma responsável e buscarem uma solução por meios políticos e diplomáticos”.
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