Braskem avalia proteção contra credores e negocia dívida
A Braskem intensificou as negociações com credores e avalia medidas de proteção contra execuções, informou a Folha de S.Paulo em 20 de agosto.
A petroquímica respondeu a questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da B3, a Bolsa brasileira, sobre uma possível recuperação extrajudicial. A empresa afirma que ainda não decidiu as condições de uma reestruturação.
O questionamento ocorreu após O Globo informar que a companhia preparava um pedido de recuperação extrajudicial para a próxima semana. A notícia citava uma dívida de US$ 10,3 bilhões, equivalentes a R$ 53,5 bilhões.
Braskem diz ter recebido propostas indicativas e não vinculantes de grupos de credores. As propostas incluem uma possível capitalização e o uso de ativos como garantia, alternativas que a empresa ainda avalia.
A companhia obteve em junho uma proteção judicial de 60 dias para renegociar dívidas. A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo suspendeu execuções e bloqueios de credores convidados para a mediação.
A Braskem registrou lucro de R$ 3,33 bilhões no segundo trimestre, após reverter prejuízo em lucro. Mesmo assim, a empresa enfrenta dificuldades financeiras e negocia uma reestruturação mais ampla de sua dívida.
A Fitch rebaixou a nota de crédito da Braskem de ?C? para ?RD?, classificação de inadimplência restrita. A agência atribuiu a decisão ao não pagamento de juros sobre obrigações financeiras, em meio aos esforços da empresa para preservar liquidez.
A Braskem Idesa, parceria da companhia com o Grupo Idesa, do México, pediu Chapter 11 nos Estados Unidos em 18 de agosto. O pedido foi feito como parte de um acordo para reduzir uma dívida em mais de US$ 920 milhões, ou R$ 4,78 bilhões.
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