Casas Bahia tenta evitar falta de estoque e fechamento de lojas
Após pedir recuperação judicial, a Casas Bahia negocia com credores e fornecedores para preservar estoques e manter lojas abertas.
A varejista acumula dívidas de R$ 17,3 bilhões e busca assegurar a continuidade das operações. A empresa afirma que segue operando normalmente e tenta reduzir impactos no abastecimento e nas entregas, segundo o jornal O Globo.
Um fabricante suspendeu entregas previstas para as próximas semanas e mudou as condições de pagamento. Um fabricante ouvido pelo GLOBO relatou que passou a exigir pagamento à vista antes de enviar mercadorias.
A Casas Bahia ajustou os prazos de entrega de parte dos pedidos feitos por clientes. Em nota, a companhia diz que seus parceiros comerciais e fornecedores têm reafirmado apoio à operação.
A Justiça de São Paulo protegeu a empresa contra cobranças de credores na quarta-feira (19). A juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira determinou a entrega de produtos já em trânsito para lojas e centros de distribuição.
Samsung, Electrolux, Whirlpool, LG, Motorola e Lenovo estão entre os cerca de 28 mil credores da varejista. Os valores devidos às empresas vão de R$ 137 milhões, para a Lenovo, a R$ 937,6 milhões, para a Samsung.
O estoque da companhia caiu de 95 dias em 31 de março para 75 dias em 30 de junho. No balanço do segundo trimestre, que registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões, a empresa citou dificuldade para repor produtos nos níveis planejados.
A companhia também responde a ações de despejo por inadimplência em imóveis operacionais. A HSI Logística informa que os aluguéis de julho de dois galpões foram pagos, mas as faturas vencidas em agosto ainda não foram quitadas.
Os galpões ficam em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e em São José dos Pinhais, perto de Curitiba. O fundo HSI Logística tem R$ 4,5 milhões a receber e notificou a Casas Bahia sobre possíveis penalidades contratuais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.