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Na polêmica entrevista da Regina Duarte, quem venceu foi o algoritmo

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Na polêmica entrevista da Regina Duarte, quem venceu foi o algoritmo

O jornalista exagerou? A assessoria falhou? As atrizes foram desrespeitadas? A meu ver, a questão menos comentada sobre a polêmica entrevista de Regina e Gabriela Duarte ao jornal “Folha de S.

Paulo” talvez seja a mais importante: essa visibilidade foi boa para todos os envolvidos, ainda que isso não pareça claro no momento.

E o principal responsável por fermentar isso foi o algoritmo , invisível na materialidade, ainda que extremamente visível em seus efeitos na vida contemporânea.

A essa altura do campeonato — terceira década do século XXI, minha gente —, estamos carecas de saber (uns mais, outros menos) que as redes sociais se alimentam de polêmica.

E cabe aos algoritmos de recomendação o papel de motoboy de treta, porque também é sabido o potencial que isso tem de manter as pessoas grudadas na tela.

Algoritmo, o motoboy de treta oficial da internet Ou seja, muito antes de todo o buzz provocado por ChatGPT e companhia, iniciado com a popularização da IA generativa a partir de 2022, as IAs já estavam entre nós.

E as que mais interferem na rotina da pessoa são bem essas aí, que jogaram nas nossas timelines a Regina Duarte nervosa, mexendo no cabelo, levando da Gabriela a bronca que virou meme instantâneo: “Aguenta, você é adulta.” A humanidade virou o campo de testes em que as máquinas melhoram as habilidades delas.

Não as nossas vidas, necessariamente.

Continua após a publicidade Essas IAs usam modelos de aprendizado de máquina para prever o que tem mais chance de prender nossa atenção e organizar o feed a partir dessas previsões.

Foi um pratão abarrotado, portanto, ter em cena uma das atrizes mais famosas do Brasil confrontada com questões políticas diante da câmera.

O combo fama + política + constrangimento tornou o vídeo viral exatamente porque mobiliza ingredientes explosivos da vida on-line.

Humanos enxergam lados.

As máquinas, atividade Direita e esquerda se puseram a compartilhar, ainda que por motivos opostos.

E, nesse movimento, cada bolha enxergou no material motivos para amar ou odiar o que já amava ou já odiava.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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