Creutzfeld-Jakob, a doença rara de Lito Sousa, só teve 202 diagnósticos em SP; estado lidera ranking nacional
Lito Sousa é diagnosticado com doença degenerativa sem cura, diz esposa O influenciador Lito Sousa, do canal Aviões e Música no Youtube, teve o diagnóstico da doença degenerativa Creutzfeldt-Jakob (DCJ) confirmado pelos médicos, segundo revelação feita pela a esposa dele, Mila Seidl, nas redes sociais.
A doença rara teve apenas 547 confirmados no Brasil entre 2005 e 2021, segundo estudo do Ministério da Saúde.
No estado de São Paulo, onde Lito mora com a família, foram apenas 202 casos confirmados em 16 anos.
O estado lidera o número de confirmações no Brasil, segundo o órgão, e é seguido por Minas Gerais e Paraná, conforme números abaixo.
Doença de Creutzfeld-Jakob – Casos confirmados no Brasil (2005 a 2021) São Paulo: 202 casos confirmados Minas Gerais: 57 casos confirmados Paraná: 44 casos confirmados Brasil: 547 casos confirmados Fonte: Ministério da Saúde Segundo o ministério, o número de notificações cresceu ao longo da série histórica, com elevação mais expressiva a partir de 2012 — o que pode refletir maior sensibilidade da vigilância epidemiológica, e não necessariamente mais casos reais.
O pico da doença no Brasil foi em 2019, com 174 registros (11% do total), enquanto 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19, tiveram queda nas notificações.
O piloto de avião Lito Sousa, do canal Aviões e Músicas, confirma diagnóstico de Creutzfeldt-Jakob Reprodução/Youtube A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma doença priônica humana — rara, neurodegenerativa, progressiva e sem cura.
O quadro costuma começar com demência, perda de memória e tremores, e evolui com outros sinais neurológicos que afetam diferentes regiões do cérebro simultaneamente.
Existem quatro formas conhecidas de DCJ: esporádica, hereditária, iatrogênica e a nova variante (vDCJ).
Antes da confirmação da DCJ, Lito já enfrentava outro problema de saúde: em julho, ele havia revelado publicamente um diagnóstico de câncer de próstata, identificado após alterações em exames de rotina, com indicação de cirurgia.
No Brasil, a doença atinge principalmente pessoas mais velhas: a faixa de 55 a 74 anos concentrou 60,2% das notificações, com idade média de 66 anos entre os casos suspeitos — perfil diferente do caso de Lito, já que a forma esporádica costuma acometer pessoas entre 60 e 80 anos.
A literatura usada pelo Ministério da Saúde indica que cerca de 90% dos pacientes evoluem para óbito entre seis meses e um ano após o início dos sintomas, com sobrevida média de cinco meses — dado que reforça a gravidade do quadro relatado pela família de Lito.
Entre as notificações analisadas, houve 290 registros de óbito pelo agravo, embora o boletim aponte falhas no preenchimento e acompanhamento dos dados.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.