Bradesco (BBDC4) está prestes a receber R$ 10 bilhões para crescer, mas não vai acelerar: “Não queremos voo de galinha”, diz CFO
O Bradesco (BBDC4) está prestes a receber R$ 10 bilhões em capital novo , vem entregando resultados crescentes e vê espaço para avançar em áreas como crédito, empresas e alta renda.
Em tese, seria o momento de tirar o pé do freio e fazer o que o mercado há algum tempo espera: voltar a crescer acima da concorrência.
Mas, dentro do banco de Osasco, a ordem, ao menos por enquanto, é outra: crescer, sim, mas sem atropelar a rentabilidade nem repetir os erros do passado.
“Não vamos sair acelerando apenas para ganhar mercado”, afirmou Cassiano Scarpelli , diretor financeiro (CFO) do Bradesco , em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro .
Raio-X da empresa: Lucro líquido do 2T26: R$ 7,050 bilhões (+16,2% a/a) Rentabilidade (ROE) do 2T26: 16% (+1,4 p.p.
A/A) Carteira de crédito ampliada do 2T26: R$ 1,137 trilhão (+11,6% a/a) Performance de BBDC4 em 2026: +2,69% Valor de mercado: R$ 189,44 bilhões A lógica por trás da cautela do Bradesco é evitar uma expansão que melhore os números no curto prazo, mas deixe uma conta mais pesada para pagar adiante.
“Não queremos ‘voo de galinha’, subir e cair logo à frente.
Queremos ser serenos”, resume o executivo.
Desde o anúncio do plano de transformação, em 2024, o Bradesco tem seguido o lema “ step by step ”.
O problema é que o cenário encontrado pelo banco foi bem diferente do esperado.
A instituição projetava chegar a 2026 com juros mais baixos, condições melhores para o crédito e uma combinação mais favorável entre política fiscal e monetária.
Em vez disso, os juros permaneceram elevados por mais tempo, enquanto o crédito ficou sob pressão, e a inadimplência aumentou no sistema financeiro.
“Nenhum banco gosta de juro alto, porque isso gera mais inadimplência do que, na verdade, gera ciclo de crédito”, disse Scarpelli.
Foi nesse terreno que o Bradesco traçou o plano para os próximos passos do banco: redesenhar o relacionamento com os clientes, reposicionar segmentos como Prime e Principal, ampliar o uso de inteligência artificial (IA) e, ao mesmo tempo, desenvolver critérios mais rígidos para a concessão de crédito.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.