Dirigente do BC dos EUA defende novo aumento dos juros para conter inflação
O presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) de St. Louis, Alberto Musalem, afirmou que a inflação nos Estados Unidos continua como uma preocupação central para o banco central e que a situação exige uma resposta firme da política monetária para evitar um alastramento ainda maior das pressões inflacionárias.
"A inflação está acima da meta e sendo impulsionada por pressões persistentes de demanda e choques negativos de oferta recorrentes. O importante neste momento é conter qualquer ampliação adicional dessas pressões e efeitos de segunda ordem que possam advir dos choques negativos", disse o dirigente do Fed durante um evento da Bloomberg.
Musalem defendeu que um aperto adicional na política monetária será necessário para trazer a inflação de volta à meta de 2% do Fed. Ele prevê que a taxa de juros deverá aumentar nos próximos seis a nove meses, como parte de uma estratégia para estabilizar os preços.
A economia está bastante forte neste momento, e a inflação está acima da meta. Nosso mandato é proporcionar estabilidade de preços para o povo americano. Alberto Musalem
Apesar das preocupações com a inflação, Musalem afirmou que o mercado de trabalho está equilibrado e estável. "Embora algumas áreas, como a construção, estejam aquecidas, o mercado de trabalho em geral não apresenta sinais de superaquecimento", afirmou ele. "As taxas de desemprego estão estáveis, e o crescimento do emprego está alinhado com as expectativas."
O dirigente do Fed também destacou que o impacto dos preços elevados de commodities, como o diesel, tem sido sentido em diversos setores, afetando desde empresas de logística até agricultores. "O fortalecimento da política monetária não resolverá diretamente esses problemas de oferta, mas é essencial para manter a estabilidade dos preços e proteger o poder de compra dos consumidores", explicou.
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