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Economia

McDonald's é processado nos EUA por uso de IA para orientar e elevar preços

UOL Economia ·
McDonald's é processado nos EUA por uso de IA para orientar e elevar preços

O processo contra McDonald's nos Estados Unidos (EUA) acusa a rede de pressionar franqueados a usar inteligência artificial para orientar preços e elevar o custo de produtos como Big Mac e batatas fritas. A ação coletiva foi apresentada em um tribunal federal de Chicago.

Os autores da ação dizem que franqueados deveriam concorrer livremente entre si na definição dos preços. Eles alegam que o McDonald's pressiona pelo uso de seu "mecanismo de precificação" e que quem não o adota corre o risco de perder o status de franquia, informa a Reuters .

O McDonald's nega que sua tecnologia defina ou fixe preços dos produtos vendidos nas lojas. A empresa afirma que os franqueados estabelecem os valores individualmente e que a IA não define o preço de um Big Mac nem de qualquer outro item do cardápio.

A ação pede indenização de valor não informado para uma classe proposta de milhões de clientes. O processo afirma que 95% das unidades do McDonald's nos EUA têm proprietários independentes, mas são supervisionadas pela companhia no cumprimento das recomendações de preço.

Leis antitruste podem proibir concorrentes de coordenar preços quando isso prejudica consumidores. Tribunais americanos ainda discutem como aplicar regras criadas há décadas a programas que permitem compartilhar dados e ajustar preços de forma imediata.

O uso de algoritmos para decisões comerciais não é ilegal por si só. O problema surge quando empresas concorrentes usam uma mesma ferramenta para alinhar decisões, afirma Maurice Stucke, professor de direito antitruste da Universidade do Tennessee.

Stucke afirma que a terceirização da precificação para algoritmos pode ampliar esse tipo de disputa judicial. "À medida que mais empresas terceirizam a definição de preços para um algoritmo, é de se esperar que haja mais casos de conluio", diz.

Um tribunal de apelações restabeleceu em julho de 2026 uma ação contra hotéis-cassinos de Atlantic City. Os autores alegam que as empresas usaram um software compartilhado para elevar as diárias dos quartos.

Já um tribunal de apelações de San Francisco rejeitou em 2025 uma ação contra grandes hotéis de Las Vegas. A corte considerou insuficiente o uso de um software comum de recomendação de preços, em meio à alta das diárias, para sustentar a acusação antitruste.

O caso do McDonald's difere dos demais porque envolve lojas da mesma marca, e não empresas rivais. Daniel Francis, professor de direito antitruste da Universidade de Nova York, avalia que a autonomia dos franqueados para definir preços será central no processo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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