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Uma porção de água pode levar cerca de 1.000 anos para completar esta viagem pelo planeta, descendo ao fundo do oceano e retornando à superfície muito longe de onde começou

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Uma porção de água pode levar cerca de 1.000 anos para completar esta viagem pelo planeta, descendo ao fundo do oceano e retornando à superfície muito longe de onde começou

Águas frias e densas afundam, atravessam grandes bacias e retornam lentamente à superfície em um sistema que redistribui calor e nutrientes

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A água que hoje está perto da superfície do Atlântico pode, ao longo de séculos, afundar, atravessar grandes bacias oceânicas e ressurgir a milhares de quilômetros. Essa circulação oceânica global é frequentemente comparada a uma enorme correia transportadora, embora o movimento real seja muito mais complexo do que um único circuito fechado.

A NOAA estima que uma determinada parcela de água pode levar aproximadamente 1.000 anos para percorrer o circuito representado pelo modelo da “correia transportadora global”. As correntes profundas são muito lentas, frequentemente avançando apenas alguns centímetros por segundo, bem menos que muitas correntes superficiais.

Esse tempo não funciona como um cronômetro universal. Diferentes massas de água percorrem trajetórias e permanecem nas profundezas durante períodos distintos. Estudos modernos mostram ainda que mistura turbulenta e processos de difusão tornam a circulação global menos parecida com uma esteira contínua do que os diagramas didáticos sugerem.

Temperatura e salinidade alteram a densidade da água. Em regiões de altas latitudes, especialmente no Atlântico Norte e ao redor da Antártida, a água pode perder calor para a atmosfera e tornar-se suficientemente densa para afundar, contribuindo para a formação de massas de águas profundas.

O vídeo oficial da NOAA mostra diretamente a circulação oceânica e sua representação como uma correia transportadora, explicando como temperatura, salinidade, águas profundas e correntes superficiais participam desse movimento planetário.

No modelo clássico, águas profundas formadas no Atlântico Norte avançam para o sul, atravessam o Atlântico e se conectam à circulação em torno da Antártida. A partir daí, massas de água alcançam também os oceanos Índico e Pacífico, enquanto outros processos promovem sua mistura e eventual retorno para níveis menos profundos.

É nesse ponto que a imagem de uma correia transportadora precisa de cautela. Uma molécula de água não obrigatoriamente segue todo o caminho desenhado nos mapas. Pesquisas indicam que grande parte da água profunda retorna por trajetórias difusas, influenciadas por redemoinhos, mistura vertical, ventos e características do relevo oceânico.

Não existe um único ponto onde toda água profunda simplesmente sobe. O retorno ocorre por uma combinação de mistura, ventos e ressurgência distribuída por grandes áreas, com destaque para partes do Oceano Austral e do Indo-Pacífico.

Ao subir, essa água pode transportar nutrientes acumulados durante sua passagem pelas profundezas. Quando alcança regiões iluminadas próximas da superfície, esses nutrientes podem voltar a participar de processos biológicos, conectando a circulação física do oceano aos ciclos de carbono e nutrientes.

As correntes transportam enormes quantidades de calor. Águas relativamente quentes movem energia das regiões tropicais para latitudes mais altas, enquanto águas frias percorrem trajetórias profundas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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