Preso por tentativa de feminicídio, Cerimedo atua com Eduardo Bolsonaro e Trump contra eleições no Brasil, diz site
Uma rede internacional de extrema direita, com ramificações em Brasil, Argentina, Honduras, Estados Unidos e Israel, acendeu um alerta no Palácio do Planalto sobre o risco de ingerência externa nas eleições de outubro.
No centro da articulação estão o estrategista argentino Fernando Cerimedo, Eduardo Bolsonaro e operadores ligados a Donald Trump.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (24) por Cleber Lourenço e Jamil Chade, no site ICL .
Para integrantes do alto escalão do governo brasileiro, o conjunto dessas relações representa um dos principais riscos de uma ação coordenada para favorecer Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
A rede internacional e o alerta no Planalto A existência de uma rede internacional de extrema direita com atuação em diferentes processos eleitorais acendeu um alerta no Palácio do Planalto sobre o risco de uma ofensiva de desinformação se tornar um dos principais instrumentos de ingerência externa na eleição brasileira de outubro, segundo apuração de Cleber Lourenço e Jamil Chade.
Para integrantes do alto escalão do governo brasileiro, as conexões entre esses atores e o papel das plataformas digitais estão hoje entre os principais riscos de uma eventual ação coordenada para favorecer Flávio Bolsonaro na eleição presidencial, conforme a mesma apuração.
As articulações mapeadas envolvem Eduardo Bolsonaro, o estrategista argentino Fernando Cerimedo e operadores ligados a Donald Trump, atravessando Brasil, Argentina, Honduras, Estados Unidos e Israel.
A dimensão geográfica da rede não é acidental: ela reflete uma metodologia de exportação de estratégias eleitorais, com tecnologia, pessoal e narrativas circulando entre países para influenciar disputas locais.
Eduardo Bolsonaro aparece ainda como interlocutor escolhido pelo ministro de Assuntos da Diáspora de Israel, Amichai Chikli, para receber e divulgar no Brasil informações produzidas pelo governo israelense, ampliando o alcance dessas conexões para além do eixo americano.
O papel de Cerimedo e as conexões com Bolsonaro e Trump Fernando Cerimedo ganhou projeção no Brasil após a eleição presidencial de 2022, quando realizou a transmissão “Brasil fue robado”.
Utilizando dados públicos do Tribunal Superior Eleitoral, levantou suspeitas sobre diferentes modelos de urnas e questionou o resultado da disputa vencida por Luiz Inácio Lula da Silva.
A apresentação foi incorporada pelo bolsonarismo à ofensiva contra a confiabilidade do sistema eleitoral, e a atuação do argentino acabou analisada nas investigações sobre a tentativa de golpe, embora a Procuradoria-Geral da República não tenha encontrado elementos suficientes para denunciá-lo por participação no plano de ruptura institucional.
Quatro anos depois, Cerimedo continua próximo da família Bolsonaro.
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