PF adia depoimento de Daniel Vorcaro em caso de suspeita de favorecimento ao Master por servidores do BC
PF adia depoimento de Vorcaro por questão técnica A Polícia Federal adiou para esta sexta-feira (28) o depoimento de Daniel Vorcaro sobre a relação do ex-banqueiro com servidores do Banco Central.
O depoimento do antigo controlador do Banco Master estava previsto para esta quinta (27), mas precisou ser adiado por problemas técnicos.
CORREÇÃO: Na publicação desta reportagem, o g1 informou que o depoimento havia começado.
Mas um problema técnico causou o adiamento para esta sexta.
A informação foi corrigida às 13h14.
O depoimento é mais uma etapa da investigação que apura sua relação com dois servidores do Banco Central (BC) suspeitos de receber vantagens indevidas e de atuar em favor da instituição financeira.
Tudo isso durante o processo que culminou na liquidação do banco, medida adotada pelo Banco Central que retirou o Master do mercado (entenda mais abaixo).
Daniel Vorcaro Jornal Nacional/ Reprodução O depoimento ocorreria em meio ao travamento das negociações para um acordo de colaboração premiada — mecanismo pelo qual investigados fornecem informações às autoridades em troca de possíveis benefícios previstos em lei. 🔎Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde março deste ano.
Antes disso, ele já havia sido preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, mas foi solto dias depois por decisão do TRF-1.
Leia mais: Vorcaro deveria usar depoimento para mostrar disposição de colaborar e fechar delação Segundo pessoas ligadas à defesa, a expectativa é que o ex-banqueiro apresente, quando depor, sua versão sobre os fatos investigados.
O foco do inquérito é a atuação dos ex-supervisores do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, que, segundo a investigação, mantinham relação próxima com Vorcaro quando o Banco Master enfrentava uma crise de liquidez e passava por fiscalização da autoridade monetária.
Segundo a Polícia Federal e o Banco Central, há suspeitas de que os dois servidores tenham recebido vantagens financeiras e atuado para beneficiar o então banqueiro em discussões internas sobre fiscalização, socorro financeiro e medidas que poderiam afetar o futuro da instituição.
O que está sob investigação As suspeitas ganharam força a partir de apurações realizadas pelo próprio Banco Central e de depoimentos prestados à Polícia Federal pelo diretor de Fiscalização da instituição, Ailton de Aquino.
Segundo ele, as dúvidas sobre o Banco Master surgiram no início de 2025, quando a instituição, embora enfrentasse dificuldades de liquidez, continuava realizando operações de cessão de crédito ao Banco de Brasília (BRB) em volumes bilionários.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.