Oracle: Software recua; nuvem e data centers puxam receita
Oracle | Foto: Divulgação A Oracle está crescendo, mas não exatamente pelos negócios que ajudaram a construir sua reputação.
No primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, a receita de software da companhia caiu 3%, para US$ 5,5 bilhões, enquanto a nuvem avançou 62%, para US$ 11,6 bilhões.
Dentro dela, a Infraestrutura em Nuvem (IaaS) foi o principal motor, com alta de 121%, para US$ 7,4 bilhões.
O balanço foi divulgado na noite desta quinta-feira (11) pela companhia.
Outro destaque foi a receita de hardware, que cresceu 15%, para US$ 774 milhões, enquanto serviços, como consultoria e suporte, avançaram 5%, para US$ 1,4 bilhão.
O resultado ajudou a levar a receita total da Oracle a um recorde de US$ 19,3 bilhões no trimestre, alta de 30% na comparação anual.
A companhia atribui o desempenho à expansão de sua infraestrutura, incluindo a entrega de 850 MW adicionais de capacidade de data centers.
O movimento mostra uma mudança importante na composição do negócio da Oracle .
Enquanto o software tradicional, instalado nos servidores dos clientes, perde espaço com a migração para a nuvem, a empresa vem capturando uma fatia maior da demanda por capacidade computacional.
A própria Oracle afirma que a queda de 3% na receita de software reflete a migração contínua dos clientes de soluções on-premises para a nuvem.
IA puxa infraestrutura A corrida por infraestrutura de IA aparece com ainda mais força nos números de contratos.
A Oracle fechou mais de US$ 30 bilhões em novos contratos de nuvem relacionados à inteligência artificial durante o trimestre.
Com isso, as obrigações de desempenho remanescentes (RPO), que representam receitas contratadas ainda não reconhecidas, chegaram a US$ 664 bilhões, US$ 209 bilhões acima do registrado um ano antes.
A empresa também entregou mais de 300 mil GPUs para clientes de sua nuvem de IA desde o fim do trimestre anterior, quase triplicando a capacidade entregue no quarto trimestre do ano fiscal de 2026.
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