Bill Gates diz que indústria esconde riscos da IA para proteger lucros
Bill Gates afirma que busca por lucros faz big techs minimizarem os riscos (foto: Red Maxwell/Flickr) Resumo Bill Gates afirma que executivos escondem os perigos reais da IA para não prejudicar lucros.
O executivo sugere taxar o uso corporativo de inteligência artificial e criar uma “Reserva Humana” para profissões que exigem empatia.
O bilionário rejeita a autorregulação pelas big techs e defende a criação de uma agência internacional, similar aos órgãos que monitoram energia nuclear.
O cofundador da Microsoft, Bill Gates, afirmou que o setor de tecnologia tem minimizado os riscos da inteligência artificial para evitar impactos sobre os negócios.
Em artigo publicado em seu blog pessoal nesta quarta-feira (26/08), o bilionário alertou que a IA já representa uma ameaça aos empregos e à segurança global.
Gates alega que executivos reconhecem os riscos nos bastidores, mas evitam discuti-los publicamente para não assustar investidores.
Segundo ele, é preciso criar regras para limitar os possíveis danos da IA , incluindo um imposto sobre o uso corporativo da tecnologia e novas instituições para fiscalizar o setor.
A decisão de vir a público foi motivada, segundo o empresário, pela velocidade com que a tecnologia vem avançando.
O bilionário argumenta que empresas estão dispostas a aceitar esses riscos sob a justificativa de que os benefícios da IA acabarão superando seus efeitos negativos.
IA já impacta o mercado de trabalho IA pode causar desemprego em massa em diversas indústrias (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog) A inteligência artificial vem sendo usada para substituir parte do trabalho cognitivo humano em diversas áreas, como vendas, atendimento ao cliente, desenvolvimento de software e assistência jurídica.
Gates avalia que a adoção em larga escala da tecnologia provocará uma transição turbulenta na economia, com aumento do desemprego.
Essa ameaça também pode chegar aos trabalhos braçais à medida que o custo da robótica diminuir.
O bilionário prevê que robôs inteligentes passarão a disputar vagas na construção civil e na hotelaria até o fim desta década.
Para equilibrar a balança, o executivo propõe um “imposto sobre tokens “, taxando a unidade básica de computação da IA e a adoção corporativa de robôs.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em tecnoblog.net — o conteúdo pertence a Tecnoblog.