Mais de 290 prédios-caixão serão demolidos no Grande Recife e proprietários vão receber indenização; saiba quais são
Imagem de arquivo mostra prédio do tipo caixão interditado por risco de desabar no bairro de Jardim Atlântico, em Olinda Reprodução/TV Globo O governo federal informou que vai concluir, a partir da próxima semana, o processo de indenização dos donos de apartamentos dos prédios-caixão com alto risco de desabamento que estão sendo demolidos no Grande Recife.
Esta é a segunda e última etapa do acordo, que contempla 296 imóveis na capital e em Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes (veja lista abaixo).
As informações foram confirmadas ao g1 pela Advocacia-Geral da União (AGU).
O acordo, firmado em junho de 2024, prevê a demolição de 431 edifícios e um investimento total de R$ 1,7 bilhão.
As indenizações, chamadas de "Cheque Esperança", serão pagas pela Caixa Econômica Federal, ao custo médio de R$ 120 mil. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp ▶️ Bastante populares entre as décadas de 1970 e 1990, os prédios-caixão são edificações sem vigas, pilares ou concreto armado.
Criada fora das normas legais como forma de reduzir os custos das obras, a técnica resultou em, ao menos, 18 desabamentos nos últimos 50 anos.
O último caso foi registrado em julho de 2023, quando parte de um bloco desabou no Conjunto Beira-Mar, em Paulista, deixando 14 mortos e sete feridos.
Três meses antes, o desabamento do Edifício Leme, em Olinda, matou seis pessoas.
Agora no g1 Pouco mais de um ano depois, em junho de 2024, o governo federal anunciou os termos de um acordo com o estado, o Ministério Público e a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) para indenizar as famílias que ocupam os imóveis considerados irregulares.
A medida determina que, após a demolição dos imóveis, os terrenos são repassados ao governo do estado para serem destinados a projetos de habitação social, que devem incluir os inquilinos dos apartamentos.
Na época, o acordo foi dividido em duas fases: a primeira, com 133 edifícios e R$ 500 milhões de investimentos, e a segunda, com 298 prédios e aporte de R$ 1,2 bilhão.
Habitação social Ao g1, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) informou que dois edifícios previstos para a segunda fase foram antecipados para a primeira, totalizando 135 na etapa inicial.
Desses, 127 foram demolidos e os outros oito estão em fase de desocupação.
Até o momento, 1.485 famílias foram indenizadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pernambuco.