Indústria ajuda IBC-Br de agosto, mas não alivia recuo no PIB do terceiro trimestre
O avanço de 0,3% no Índice de Atividade Econômica do Banco Central ( IBC-Br ) veio levemente acima das expectativas do mercado (0,2%), puxado pelo setor industrial e, em menor proporção, pelo setor de serviços.
Apesar da alta mensal, o dado trimestral indica que a atividade está perdendo força, com recuo de 0,6%, reflexo da política monetária restritiva, que mantém a Selic em 13,75%.
O IBC-Br, que mede o desempenho da economia mensalmente, é considerado uma prévia do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado a cada três meses.
IBC-Br / Agosto de 2026 Dados Variação mensal (%) Variação trimestral (%) IBC-Br 0,3 -0,6 Agropecuária -1,8 -0,2 Indústria 0,9 -1,2 Serviços 0,2 -0,3 Impostos 0,1 -1,1 IBC-Br ex-agropec.
0,3 -0,7 Fonte: Banco Central Apesar do avanço em agosto, os recuos registrados em junho (-0,6%) e julho (-0,2%) mantêm o desempenho do período em trajetória de desaceleração.
“Os aumentos registrados no mês não foram suficientes para compensar as quedas acentuadas”, avalia o relatório de Alberto Ramos, chefe da equipe de Pesquisa Econômica para a América Latina do Goldman Sachs.
A projeção do banco de investimentos aponta um efeito de carregamento de -0,5% para o terceiro trimestre, comparado ao trimestre anterior, segundo Ramos.
O carregamento negativo de 0,5% também é projetado pela XP, que avalia que o dado melhorou em relação ao mês anterior, quando a projeção era de -0,7%.
Segundo Alexandre Maluf, economista da XP, a projeção é que o IBC-Br de setembro deve vir com recuo de -0,1%.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador tem expansão de 0,9%, excluindo a atividade agropecuária.
Em 12 meses, o crescimento é de 1,6%, patamar inferior ao observado nos meses anteriores, pontua Leonardo Costa, economista do ASA.
Observando o desempenho dos setores em agosto, a indústria registrou alta de 0,9%.
O setor de serviços apresentou avanço de 0,2%.
O indicador de impostos teve elevação de 0,1%.
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