Robôs chineses buscam transformar euforia dos humanoides em uso comercial
Fabricantes chineses de robôs humanoides tentam transformar a onda de interesse em torno da tecnologia em aplicações comerciais concretas.
Na Conferência Mundial de Robótica, em Pequim, empresas apresentaram máquinas capazes de separar encomendas, embalar celulares e executar tarefas domésticas, em uma tentativa de mostrar que os equipamentos podem deixar as demonstrações para o público e passar a operar em ambientes de trabalho.
As informações são da Reuters em matéria publicada na quarta-feira, 19.
Mais de 300 empresas, a maioria chinesas, participam do evento, que segue até domingo e reúne mais de 2 mil produtos, segundo os organizadores citados pela Reuters.
A conferência acontece em um momento de forte interesse de investidores pelos humanoides, vistos como uma possível nova frente de crescimento para a indústria chinesa e também como parte da disputa tecnológica com os EUA.
Na quarta-feira, a Unitree, uma das principais fabricantes chinesas do segmento, viu suas ações dispararem quase seis vezes em sua estreia na Bolsa de Xangai, após seu IPO ser mais de 8 mil vezes subscrito por investidores de varejo, segundo a Reuters.
A movimentação também atraiu fornecedores estrangeiros.
Madison Huang, executiva da Nvidia e filha do presidente-executivo da companhia, Jensen Huang, fez uma visita não anunciada à conferência e acompanhou demonstrações de robôs.
A RealSense, empresa americana de sistemas de visão para robôs, também participou do evento.
Da demonstração à operação "Consideramos a China um mercado muito estratégico para nós", disse à Reuters Mike Nielsen, diretor de marketing da companhia.
"Está se tornando o centro da tecnologia humanoide." Segundo a reportagem, a visita de Huang ocorreu apesar das restrições dos EUA à exportação dos chips mais avançados de inteligência artificial (IA) da Nvidia para a China.
Os fabricantes apresentados na conferência já começam a testar os humanoides em atividades industriais.
A Leju demonstrou robôs movimentando e classificando caixas e informou, segundo a Reuters, que seus equipamentos são usados em fábricas europeias e chinesas.
A Robotera afirmou ter mais de 100 robôs de triagem de encomendas em 15 armazéns na China.
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