Moendo Trump: ele diz que não quer disputar presidência, poucos acreditam
Mesmo negando ambições presidenciais, Jon Ossoff , senador pela Geórgia, aparece com quase 6% das preferências entre os democratas – Kamala Harris, por exemplo, tem quase 30%.
Mas o fato é que ninguém está falando de Kamala e todo mundo está falando de Ossoff pela forma agressiva como se refere a Donald Trump, um presidente que “nos jogou irresponsavelmente numa guerra que não sabe ganhar nem terminar”.
É uma forma de agir de presidenciável, não de quem quer ficar modestamente no seu pedaço.
Sua crítica mais ferina incluiu a secretária mais próxima de Trump, Natalie Harp – e de certa forma abriu as comportas para que jornalões como o New York Times e o Wall Street Journal publicassem reportagens sobre a proximidade excessiva da assistente com o chefe, entre insinuações de que o relacionamento é intenso demais.
A boataria já tinha aumentado depois que se soube que, na manobra diversionista feita para tirar o presidente da Turquia, quando o receio de um ataque iraniano com míssil portátil levou o Serviço Secreto a retirá-lo num caminhão de comida do Air Force One, embarcando-o em outro avião, Natalie foi das poucas pessoas a acompanhar o presidente.
Ossoff disse que Trump não quer efetivamente fazer o serviço de presidente e prefere “construir seu salão de baile e viajar com Natalie no palácio voador aparentemente indefeso presenteado pelo emir do Catar”.
Continua após a publicidade “O senador Jon Ossoff sabia exatamente o que estava fazendo ao mencionar a ‘viagem com Natalie’ do presidente Trump”, comentou Brian Stelter na CNN.
Só as buscas no Google pelo nome da assistente aumentaram 5 000%.
O próprio senador ganhou uma exposição que nunca havia tido antes.
Continua após a publicidade GERAÇÃO MILLENNIAL A tática de Ossoff, nascido Thomas Jonathan, filho de mãe australiana e pai descendente de judeus da Europa Oriental, é se concentrar em ser reeleito senador pela Geórgia, mas ir abrindo um espaço no debate nacional com as críticas incandescentes contra Trump.
Ele fala bem, tem boa estampa e passa uma imagem de vigor e juventude.
Tem apenas 39 anos.
É o primeiro senador da geração millennial.
É difícil imaginar que alguém derrote Kamala Harris, que teve uma boa votação na última eleição presidencial, mesmo sendo derrotada por Trump.
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