Ônibus velho reprovado em inspeção será retirado das ruas durante intervenção
Os ônibus do transporte coletivo de Campo Grande terão de passar obrigatoriamente por inspeções de segurança e ambientais enquanto durar a intervenção no serviço.
Veículos que forem reprovados ficarão impedidos de circular até a correção dos problemas e uma nova aprovação.
A determinação consta em portaria da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), publicada nesta quinta-feira (20) no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande).
As regras valem durante a vigência do decreto que estabeleceu, em junho, a intervenção municipal no serviço prestado pelo Consórcio Guaicurus.
A medida surge em meio à crise que levou a prefeitura a intervir no sistema.
Apesar da intervenção na operação, a responsabilidade financeira pelas inspeções continua com a concessionária.
A portaria estabelece que todos os gastos com exames, laudos e certificados deverão ser pagos pelo Consórcio Guaicurus, sem repasse do custo ao município.
Segundo a Agetran, essa despesa já faz parte das obrigações de manutenção da frota previstas na concessão e, portanto, não representa criação de uma nova obrigação financeira ou alteração contratual.
A inspeção terá duas frentes.
Na parte de segurança, serão avaliados freios, suspensão, direção, eixos, pneus, sinalização, cintos de segurança e equipamentos de acessibilidade, como elevadores e rampas.
Também deverão ser verificados os demais itens exigidos pelas normas de trânsito.
Na avaliação ambiental, equipamentos computadorizados serão usados para medir a emissão de gases poluentes, material particulado dos motores a diesel e níveis de ruído.
As vistorias não poderão ser feitas em qualquer oficina.
A portaria determina que o serviço seja realizado por empresas privadas cadastradas e credenciadas pelo Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) como ITL (Instituição Técnica Licenciada).
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