Imasul vai vistoriar árvores vizinhas a ponto de ônibus, pistas e ciclovia
O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) vai fazer varredura em trechos onde o Parque Estadual do Prosa, vizinho ao Parque dos Poderes, margeia locais de circulação e permanência de pessoas.
Na tarde de ontem (dia 19), a estudante Khadyja Gharyb Rocha, de 23 anos, morreu após ser atingida por tronco de árvore quando passeava de patinete na Avenida do Poeta.
O tronco caiu sobre a cerca que contorna a reserva do Parque Estadual do Prosa.
“As ações terão início com uma vistoria técnica, priorizando pistas de caminhada e ciclismo, vias, pontos de ônibus, estacionamentos e demais áreas de uso público.
As equipes irão avaliar aspectos como comprometimento estrutural, inclinação, cavidades, danos no sistema radicular, deterioração, morte de galhos ou árvores e outros fatores que possam representar risco, considerando também as condições ambientais e meteorológicas”, informa nota do Imasul divulgada nesta quinta-feira (dia 20).
O instituto esclareceu que já realiza, periodicamente, medidas preventivas, que incluem podas seletivas, retirada de galhos comprometidos e, quando houver indicação técnica e autorização correspondente, a remoção de árvores que apresentem risco à segurança da população.
Conforme o Imasul, o objetivo é ampliar as ações de prevenção, garantir a segurança das pessoas e, ao mesmo tempo, preservar a vegetação e a biodiversidade da unidade de conservação.
“O episódio reforça uma questão fundamental para a gestão contemporânea das unidades de conservação: preservar não significa simplesmente não intervir.
Especialmente em áreas protegidas inseridas em ambientes urbanos, onde existe intensa circulação de pessoas, a conservação exige conhecimento científico, monitoramento contínuo e manejo técnico responsável”, informa a nota do instituto.
A árvore que caiu - No local onde a jovem foi atingida, conforme a avaliação realizada pelas equipes técnicas, o aceiro encontrava-se limpo e não foram identificados cipós comprometendo a árvore.
Também não foram constatadas, na avaliação visual, evidências externas que permitissem antecipar de forma inequívoca a queda da àrvore.
De acordo com a nota, períodos de instabilidade meteorológica, ventos fortes e rajadas podem aumentar significativamente a possibilidade de desprendimento e queda de galhos, inclusive em árvores que aparentemente não apresentem sinais externos de risco.
Contudo, essas condições podem modificar rapidamente os cenários naturais e as características estruturais da vegetação.
O governo do Estado e o Imasul manifestaram solidariedade aos familiares e amigos da vítima.
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