Colômbia autoriza EUA a operar militarmente no seu território contra “narcoterrorismo”
A mudança vem consumar a viragem de 180 graus que a Colômbia começa a fazer e que, para já, troca a “paz total” de Petro pela luta militar contra o narcotráfico.
A decisão surge poucos dias depois de o advogado de extrema-direita Abelardo de la Espriella ter tomado posse como novo presidente da Colômbia.
Na tomada de posse, realizada na passada sexta-feira num regimento militar, De la Espriella já tinha antecipado a intenção de enfrentar “sem tréguas” o narcoterrorismo e qualquer organização criminosa, afastando por completo qualquer via de negociação com os grupos armados que operam no país.
O acordo abre caminho a que forças norte-americanas participem diretamente em ações contra estruturas armadas como o Exército de Libertação Nacional (ELN) ou as dissidências das antigas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Com a adesão da Colômbia, a coligação antidroga liderada pelos Estados Unidos ganha um novo parceiro de peso na região , cada vez mais marcada por governos de direita.
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