Fidel Castro: o centenário do comandante da Revolução Cubana
Há 100 anos, em 13 de agosto de 1926, nascia Fidel Castro, comandante da Revolução Cubana e uma das personalidades históricas mais importantes do século 20.
À frente do Movimento 26 de Julho, Fidel liderou a guerrilha que derrubou a ditadura de Fulgencio Batista e que transformou Cuba na única nação socialista das Américas. Após o triunfo da revolução, ele apoiou os movimentos anticoloniais de outras nações e liderou a resistência contra os ataques do governo norte-americano, convertendo-se em um ícone da luta anti-imperialista.
Mesmo sob as dificuldades de um severo embargo econômico e das múltiplas tentativas de desestabilização, Fidel conseguiu posicionar Cuba como uma referência internacional de desenvolvimento humano, conquistando indicadores sociais análogos aos de nações desenvolvidas em áreas como saúde, educação e pesquisa científica.
Fidel Alejandro Castro Ruz nasceu em Birán, na província cubana de Holguín. Ele era o terceiro dos sete filhos de Ángel Castro y Argiz, um migrante oriundo da Galiza, e de Lina Ruz González. Ángel lutou como soldado do Exército Espanhol durante a Guerra Hispano-Americana. Após o término do conflito, permaneceu na ilha, onde conseguiu prosperar como fazendeiro e produtor de cana-de-açúcar. Lina trabalhava como empregada doméstica e cozinheira na propriedade antes de começar a se relacionar com Ángel.
Fidel passou sua infância na fazenda de seu pai. A despeito de seus privilégios de classe, ele teve contato desde cedo com a exclusão social no meio rural. Cresceu ao lado dos filhos dos trabalhadores da fazenda, muitos deles imigrantes haitianos, e mais tarde afirmaria que essa experiência o imunizou contra a “cultura burguesa”. Era dotado de espírito aventureiro. Gostava de caçar, montar a cavalo, explorar as matas e nadar nos rios.
Aos seis anos de idade, Fidel foi enviado a Santiago de Cuba para estudar com a tutora que o alfabetizara em Birán. Prosseguiu com estudos no Colégio La Salle, um internato dos Irmãos Maristas, e no Colégio Dolores, outra instituição católica. Em 1942, foi transferido para o Colégio Belén, uma escola renomada de Havana, dirigida por jesuítas espanhóis.
Na adolescência, Fidel se destacou como atleta excepcional. Foi eleito melhor esportista estudantil de Havana entre 1943 e 1944, destcando-se em esportes como atletismo (corridas de meia distância e salto em altura), beisebol, basquete e tênis de mesa. Os professores elogiavam seu talento para a liderança e a oratória. Destacava-se como um aluno muito inteligente, mas era rebelde e preferia os esportes aos estudos rigorosos.
Em outubro de 1945, Fidel ingressou no curso de Direito na Universidade de Havana. À época, a instituição era um importante centro de mobilização política, marcado por disputas intensas entre correntes nacionalistas, socialistas e conservadoras.
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