UBS eleva recomendação para ações brasileiras e vê potencial de valorização de 25% para Ibov — com uma condição
O UBS Global Wealth Management (GWM) elevou sua recomendação para as ações brasileiras de neutra para atrativa após o primeiro turno das eleições presidenciais.
Para o banco, o resultado das urnas aumentou a possibilidade de uma mudança na política econômica, com potencial para reduzir o risco fiscal , abrir espaço para juros menores e impulsionar a Bolsa .
Segundo o UBS, o mercado ainda pode avançar nos próximos trimestres caso o cenário político se traduza em um ajuste fiscal crível e em uma agenda econômica voltada às reformas.
“Não acreditamos que a reprecificação positiva necessariamente termine com o movimento inicial após a eleição”, afirma o banco, em relatório.
A instituição estima que o Ibovespa (IBOV) pode ter um potencial adicional de valorização de aproximadamente 25% em relação aos níveis de mercado considerados na análise, caso os investidores passem a exigir um prêmio de risco menor para investir no país.
Ajuste fiscal e juros no radar Na avaliação do UBS, o principal fator para sustentar uma alta mais duradoura da Bolsa será a capacidade do próximo governo de apresentar um plano fiscal consistente.
Entre as medidas em discussão estão mudanças nas despesas obrigatórias, nos mecanismos de indexação e nos subsídios, além de reformas estruturais.
“Uma consolidação fiscal crível poderia reduzir o prêmio de risco estrutural do Brasil, permitir que o atual ciclo de flexibilização monetária se prolongasse e criar condições mais favoráveis para um crescimento econômico sustentável”, destaca o banco.
Juros menores também poderiam favorecer empresas mais sensíveis às condições financeiras, especialmente dos setores financeiro, de construção civil e de serviços públicos, além das companhias de menor capitalização de mercado.
O UBS espera que uma eventual expansão dos múltiplos das ações seja acompanhada por revisões positivas das estimativas de lucro das empresas, à medida que a redução dos juros e a melhora da confiança impulsionem a atividade econômica.
Riscos continuam no radar Apesar da visão mais otimista, o banco ressalta que a eleição não elimina os riscos associados à economia brasileira.
Entre os principais pontos de atenção estão a possibilidade de um ajuste fiscal insuficiente, dificuldades para aprovar reformas, frustração com a equipe econômica e aumento da volatilidade política.
O cenário internacional também pode limitar a valorização dos ativos, especialmente se os juros reais nos Estados Unidos permanecerem elevados ou se a inflação provocada pelos preços da energia persistir.
“O que mudou foi a assimetria”, resume o UBS ao avaliar o cenário brasileiro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.