Rio de Janeiro lança ação integrada de prevenção ao El Niño
Calor intenso, redução da disponibilidade hídrica, aumento do risco de incêndios florestais e eventos meteorológicos severos estão entre os impactos do El Niño possíveis de ocorrer no estado do Rio de Janeiro, segundo o comitê criado para preparar o Poder Público fluminense para o fenômeno climático.
Instituído no início de julho , o Comitê Estadual de Enfrentamento dos Efeitos do El Niño reuniu nesta quinta-feira (20) gestores do executivo estadual e prefeitos de municípios fluminenses no auditório da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no Maracanã, Zona Norte da capital.
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Para se antecipar a esse cenário, ações integradas estarão no Programa Antecipar e Reagir ─ Impactos do El Niño do Estado do Rio de Janeiro .
“Mais do que responder a uma emergência quando ela acontece, a proposta é trabalhar antes dela, identificar riscos, planejar ações, compartilhar informações, estabelecer responsabilidades e aproximar ainda mais o estado e seus municípios”, disse o governo do estado ao divulgar a iniciativa.
Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade na tarde de 29 de julho.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Super El Niño Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o El Niño altera a circulação atmosférica em diferentes partes do planeta e modifica a distribuição das chuvas em diversas regiões, incluindo a América do Sul.
Projeções meteorológicas indicam que o fenômeno deve ter maior intesidade neste ano e chegaram a chamá-lo de "Super El Niño" .
No Rio de Janeiro, são esperadas situações com possíveis repercussões sobre a saúde pública, a agricultura, o meio ambiente, os recursos hídricos, o abastecimento de água e energia e, sobretudo, a segurança da população, descreveu o governo do estado .
Por isso, o comitê é composto por quatro câmaras técnicas: Defesa Civil; Saúde; Ambiente e Sustentabilidade; e Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento do Interior.
“A estratégia reúne treinamentos para equipes das prefeituras, novos sistemas de monitoramento e alerta e ferramentas que vão ajudar a identificar com antecedência as áreas e populações mais vulneráveis a eventos como ondas de calor, chuvas intensas, enchentes, estiagem e queimadas”, informou o governo estadual.
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