Partido de Netanyahu e aliados pedem mais tempo para votação em Israel
O partido Likud, do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, pediu à Comissão Eleitoral Central de Israel que amplie em uma hora o período de votação nas eleições parlamentares do país, que acontece hoje. A solicitação foi motivada por filas e aglomerações em seções eleitorais, segundo o jornal *he Jerusalem Post.
O pedido recebeu apoio dos partidos Shas, Otzma Yehudit — liderado pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir — e People of Israel, de Ofer Winter. A decisão sobre a extensão do horário cabe ao presidente da Comissão Eleitoral Central, Noam Sohlberg.
O presidente do Shas, Arye Deri, afirmou que estava preocupado com a participação eleitoral em áreas de maioria ultraortodoxa e de direita. Segundo ele, a mobilização em redutos da esquerda e em comunidades árabes gerava preocupação entre os partidos de seu campo político.
O partido Yashar, liderado por Gadi Eisenkot, se posicionou contra a solicitação. Em nota, a sigla afirmou que não houve nenhum incidente excepcional que justificasse a medida e acusou Netanyahu de disseminar informações falsas sobre o processo eleitoral.
A eleição desta terça-feira define a composição do Parlamento israelense, o Knesset. A disputa ocorre em meio a uma tentativa de Netanyahu de permanecer no poder e à concorrência de forças opositoras lideradas por Eisenkot.
Os cerca de 7,3 milhões de eleitores israelenses votam em listas apresentadas pelos partidos políticos, e não diretamente em candidatos a primeiro-ministro, quando vão às urnas. O presidente do país, então, divide as cadeiras do parlamento de acordo com a proporção de votos que cada partido ganhou.
O Knesset tem 120 cadeiras e é eleito por sistema proporcional, ou seja, para formar um governo, a coalizão precisa reunir ao menos 61 assentos. Um acordo para formar maioria costuma exigir ligações entre partidos, algo atípico em um cenário político fragmentado.
Mesmo se conseguir a maioria dos votos, o Likud, partido de Netanyahu, só vai poder governar se formar coalizões com outros partidos - o que pode não acontecer. Quando ganhou as eleições mais recentes, em 2022, a coalizão liderada por Netanyahu conquistou 64 cadeiras.
Enquanto no último pleito 29 chapas concorreram, neste ano, 38 se inscreveram. Duas delas desistiram antes das eleições. Para entrar no Knesset, as listas de candidatos apresentadas pelos partidos precisam de ao menos 3,25% dos votos.
Esta é a primeira eleição realizada desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Ela ocorre após três anos de guerra regional, com a segurança no centro da campanha e um desgaste na imagem internacional do país, acusado de cometer genocídio contra a população na Faixa de Gaza.
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