Irã oferece 30 mil dólares por soldados americanos mortos ou capturados
Um comandante militar iraniano ofereceu, neste domingo (16), uma recompensa de 30 mil dólares a combatentes iranianos em troca de soldados americanos mortos ou capturados, informou a agência de notícias Tasnim.
“Oferecemos um presente adequado”, disse o comandante-chefe Amir Hatami, durante um discurso em Teerã , acrescentando que o presente é “equivalente a 30 mil doláres, ou aproximadamente 5 bilhões de tomans”.
Os comentários de Hatami surgiram num momento em que o progresso em direção a negociações de paz e o tráfego de petroleiros pelo estratégico Estreito de Ormuz permaneciam paralisados, sem qualquer sinal de que as partes em conflito estivessem caminhando para encerrar a disputa iniciada pelos EUA e por Israel em 28 de fevereiro.
Análise: Domínio americano sobre Ormuz está fora de cogitação Trump pode declarar o Estreito de Ormuz como território dos EUA? Entenda Irã diz que não vai se intimidar por ameaça dos EUA sobre Estreito de Ormuz Trump diz que irá declarar Estreito de Ormuz como território americano O presidente dos EUA, Donald Trump , afirmou na sexta-feira (14) que Washington irá declarar o Estreito de Ormuz como território americano.
A afirmação do presidente americano aconteceu durante um discurso em uma visita a instalações de forças de segurança no Condado de Nassau, em Nova York .
Ele afirmou que isso aconteceria “muito em breve”.
Declarar a via navegável internacional como território dos EUA exigiria, no mínimo, o envio de tropas para a região por tempo indeterminado, embora Trump tivesse prometido anteriormente que a guerra contra o Irã seria breve.
“Nós temos o bloqueio […] nenhum navio passa a menos que nós queiramos”, disse Trump.
Quase seis meses após o início da guerra entre EUA e Irã , os estoques globais de petróleo estão diminuindo rapidamente, uma vez que o tráfego pelo Estreito de Ormuz permanece praticamente paralisado e as duas potências no centro das hostilidades disputam o controle dessa via estratégica.
O Irã afirma que não reabrirá totalmente o estreito até que os Estados Unidos atendam às suas condições.
Trump, no entanto, tem insistido repetidamente que o estreito — por onde flui petróleo de países como Arábia Saudita e Iraque para o restante do mundo — está sob controle dos EUA.
“Eles não têm o controle.
Nós temos o controle total.
Nós somos os donos daquilo e, em algum momento, talvez eles façam algo e acabem sendo destruídos”, disse Trump a repórteres na quarta-feira (12).
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