Como aliados defendem que Lula deve tratar ‘fuga’ de Flávio Bolsonaro após derrota
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o presidente não deve dar palco para a decisão de Flávio Bolsonaro de ir para os Estados Unidos após ter sido derrotado pelo petista nas urnas no último domingo.
Ontem, o mandatário chegou a falar sobre o assunto durante a celebração de seu aniversário de 81 anos com apoiadores.
“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso.
Ele deveria ter entregue o passaporte.
A Polícia Federal já devia suspeitar que ele sairia do Brasil, ele tem inquérito”, disse o petista.
Interlocutores entendem o desabafo, mas destacam que o presidente deve deixar o assunto para “a Justiça e a polícia”, com o objetivo de esvaziar o tema, se concentrar em seu quarto mandato e fragilizar os ataques da oposição.
Continua após a publicidade A leitura é que, se Lula mantiver o tema sob os holofotes, contribuirá com a narrativa de perseguição defendida pelos opositores e manterá os bolsonaristas mobilizados contra sua vitória nas urnas e seu novo mandato.
Isso, inclusive, dificultaria a desejada pacificação do país desejada para a nova gestão à frente do Palácio do Planalto.
Apontam ainda que a “fuga” de Flávio não é endossada por todos os aliados e que o ideal é deixar para que a oposição fique com o tema em seu colo e acabe se dividindo.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.