R$ 442 mil em dinheiro e R$ 2 milhões em mansão: as movimentações suspeitas de delegado preso por suposto desvio de drogas
PIX, blindagem e sistemas de inteligência: como policiais suspeitos estruturaram desvio de Apontado como peça central de um suposto esquema de desvio de drogas apreendidas pela polícia e revendidas ao tráfico, o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa movimentou ao menos R$ 442.652 em valores considerados suspeitos pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), segundo relatório da Operação Infiltrados.
A investigação também questiona a origem dos recursos usados na construção de um imóvel de alto padrão em um condomínio de luxo de Campo Grande.
Conforme o relatório, os gastos com a residência chegaram a cerca de R$ 1,6 milhão. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O g1 MS teve acesso ao documento do Gaeco, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que embasa a operação responsável pela prisão do delegado e de outros investigados em 24 de setembro.
Procurado, o advogado José Roberto Rodrigues da Rosa informou que está analisando o processo e que não havia solicitado a liberdade do cliente até o momento.
Delegado da Polícia Civil, Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa.
Adepol MS Movimentações financeiras sob suspeita Segundo o relatório, o Gaeco identificou uma expressiva incompatibilidade entre a renda declarada pelo delegado, as movimentações financeiras e o patrimônio associado a ele.
Os investigadores apontaram R$ 442.652 em operações consideradas suspeitas, distribuídas em três categorias: Depósitos em dinheiro na conta pessoal: R$ 328.510, recebidos em 32 lançamentos em espécie.
Entre eles, os investigadores destacaram um depósito de R$ 276 mil, realizado em 11 de março de 2024, do qual parte teria sido sacada no mesmo dia.
Transferências via Pix de suspeito de integrar o esquema: R$ 5.900, recebidos em três operações bancárias de Neverson Vieira de Araújo, apontado pela investigação como responsável por cooptar intermediários.
Depósitos na conta da esposa: R$ 108.242, identificados em 80 operações em dinheiro.
O relatório também analisa declarações fiscais e a evolução patrimonial do delegado.
Segundo o documento, em 2023, após vários anos de atuação na polícia, Hoffman declarava patrimônio de aproximadamente R$ 100 mil.
A declaração de Imposto de Renda referente ao exercício de 2026, ano-calendário de 2025, também foi utilizada pelos investigadores na análise financeira.
Imóvel de luxo sob investigação Outro ponto destacado pelo Gaeco são os gastos com a construção da residência de alto padrão em Campo Grande.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.