No Nepal, a tragédia foi tão repentina que não houve tempo para fugir
KATMANDU, Nepal — Quando o alerta chegou, já era tarde demais.
Rajan Khatri, de 41 anos, policial em uma vila montanhosa no norte do Nepal, trabalhava na delegacia na manhã de quarta-feira quando recebeu uma ligação de um amigo avisando que uma enchente repentina avançava pelo rio em sua direção.
Assim que desligou o telefone, ondas gigantes atingiram o prédio.
“Não consigo explicar o tamanho daquelas ondas”, relatou Khatri de um leito hospitalar em Katmandu, capital do Nepal, nesta quinta-feira.
“Elas engoliram edifícios de vários metros de altura em questão de segundos.
Não era apenas água.
Era uma mistura de pedras, areia e lama espessa.” A força da corrente o lançou para fora do prédio.
Ele perdeu a consciência e sofreu ferimentos no peito.
Dois colegas sobreviveram, mas outros quatro continuavam desaparecidos nesta quinta-feira.
Eles estão entre as mais de 1.400 pessoas desaparecidas após a devastadora avalanche de rochas, gelo, árvores, lama e água que percorreu vales fluviais na fronteira entre Nepal e Tibete, destruindo pontes, casas, escolas e usinas hidrelétricas e arrastando pessoas que tentavam fugir.
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Autoridades nepalesas informaram que ao menos 389 pessoas morreram.
Na China, onde poucas informações foram divulgadas, as autoridades registraram três mortes na região do Tibete.
A expectativa é de que o número de vítimas aumente.
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