Uma parceria estratégica nos BRICS: como a China se aliou a uma das maiores potências econômicas da Ásia
China e Indonésia deram um novo passo no aprofundamento de sua parceria estratégica.
Em uma reunião inédita realizada nesta sexta-feira, em Jacarta, os dois países decidiram ampliar a coordenação de suas políticas de desenvolvimento, fortalecer a cooperação em setores estratégicos e apoiar mutuamente seus interesses fundamentais.
O encontro marcou a primeira Conferência do Mecanismo de Diálogo Estratégico Abrangente China-Indonésia, conduzida pelos ministros das Relações Exteriores dos dois países, Wang Yi e Sugiono.
A reunião também foi acompanhada por um encontro no formato “2+2”, que reuniu os ministros das Relações Exteriores e da Defesa.
A movimentação ocorre em um momento de crescente disputa geopolítica na Ásia e reforça a aproximação entre duas das principais economias do chamado Sul Global.
Uma parceria além do comércio A relação econômica entre Beijing e Jacarta já alcançou uma dimensão significativa.
Segundo dados oficiais chineses, a China é o maior parceiro comercial da Indonésia há 13 anos consecutivos.
Em 2025, o comércio bilateral chegou a US$ 167,49 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao ano anterior.
A parceria, porém, não se limita às trocas comerciais.
Nos últimos anos, empresas e instituições chinesas participaram de grandes projetos de infraestrutura na Indonésia, incluindo a ferrovia de alta velocidade Jacarta-Bandung, além de parques industriais e empreendimentos ligados à indústria e à mineração.
A nova etapa anunciada pelos dois governos pretende ampliar essa cooperação para setores considerados fundamentais para a economia do século XXI.
Entre as áreas destacadas estão inteligência artificial, redução da pobreza, pesca, assuntos marítimos, energia e recursos minerais.
Os dois países também concordaram em retomar a cooperação pesqueira, acelerar projetos marítimos e avançar em iniciativas de desenvolvimento conjunto.
Energia e minerais no centro da estratégia China e Indonésia afirmaram que o aprofundamento da cooperação nesses setores atende aos interesses de ambos e manifestaram disposição para construir uma parceria “abrangente, aberta e verde” na área de energia e minerais.
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