4 em cada 10 brasileiros que tiveram covid-19 tomaram remédios ineficazes
Uma pesquisa recente, feita durante a pandemia , mostra que 4 em cada 10 pessoas que tiveram covid-19 tomaram cloroquina , ivermectina e/ou azitromicina .
Os remédios fazem parte do infame “kit covid” – combinação de medicamentos ineficazes contra a infecção usada a rodo no país.
O artigo , publicado na Revista de Saúde Pública , usa dados do Epicovid, um dos principais estudos nacionais sobre os impactos e o manejo da covid-19 por aqui.
Para garantir a representatividade da população e reduzir viezes, a pesquisa ouviu 9,5 mil pessoas que tiveram a infecção em 133 municípios de todas as regiões do país.
Mais de 60% dos respondentes fizeram uso de algum medicamento para tratar o coronavírus.
Os mais utilizados foram os antitérmicos, por 53% da amostra, seguidos pelos antibióticos em geral, com 36% e a azitromicina, que também é um antibiótico, com 27%.
Já a ivermectina foi relatada por 23% dos participantes e a cloroquina por 12%.
Considerando cloroquina, ivermectina e/ou azitromicina, chegou-se ao índice de 39% .
O uso dos medicamentos foi autorrelatado – ou seja, não se averiguou se houve prescrição médica ou detalhes do consumo.
“O achado é ainda mais alarmante porque se refere apenas à população que teve covid, mas sabemos que muitas pessoas usaram de forma preventiva , sem a infecção confirmada, e elas não estão contabilizadas“, aponta Romina Buffarini, epidemiologista e pesquisadora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), uma das autoras do trabalho.
Continua após a publicidade O trabalho é o primeiro de alcance nacional a avaliar o uso de remédios contra o coronavírus.
Quem mais tomou kit covid Os resultados indicam que há recortes socioeconômicos a serem estudados para compreender o uso destes medicamentos no país.
Por exemplo: pessoas com menos renda familiar e menor grau de escolaridade tendiam a recorrer mais a eles.
“Isso é um pouco diferente do que vemos em estudos deste tipo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.