“Não vai resolver o problema”: o que dizem especialistas sobre canetas emagrecedoras no SUS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre Padilha anunciaram , na última quinta-feira, 17, que o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a ofertar gratuitamente medicamentos análogos do GLP-1, conhecidos popularmente como “ canetas emagrecedoras ”.
Apesar do comunicado, ainda não há data para o início da distribuição .
Antes da medida entrar em vigor, o Ministério da Saúde ainda deve esclarecer quem poderá receber os medicamentos, qual princípio ativo será oferecido e como será financiado o tratamento.
Além disso, a medida dependerá da avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) , responsável por recomendar a inclusão ou exclusão de medicamentos e outras tecnologias na rede pública.
No ano passado, a comissão chegou a avaliar a incorporação de canetas à base das substâncias semaglutida e liraglutida no SUS, mas recomendou que elas não entrassem para o rol de medicações fornecidas.
Entre os argumentos estavam o impacto orçamentário bilionário e as incertezas sobre por quanto tempo os pacientes precisariam manter o tratamento.
Agora, especialistas ouvidos pela VEJA SAÚDE consideram a medida necessária e uma conquista , mas ponderam sobre sua aplicação diante dos custos altos.
A partir do novo anúncio, eles analisam o que mudou desde a última decisão da Conitec, os próximos passos e a real viabilidade da oferta da medicação gratuitamente.
Continua após a publicidade O SUS pode ofertar a medicação para todos que precisam? Os critérios de elegibilidade ainda não estão definidos.
No entanto, segundo Padilha, a oferta deverá ocorrer de “ forma responsável ” e ser direcionada somente a pessoas com indicação médica.
Entre os exemplos citados pelo ministro estão pacientes que aguardam na fila do SUS por cirurgia bariátrica e pessoas com obesidade associada a problemas cardíacos, considerados grupos críticos.
Além disso, o líder da pasta também mencionou como possíveis alvos as mulheres com histórico de câncer de mama .
“Eles [ os medicamentos ] vão ampliar o acesso ao tratamento da obesidade , sempre com muita responsabilidade e protocolos médicos específicos “, também escreveu a página do presidente Lula no Instagram.
Segundo o endocrinologista Alexandre Hohl, presidente da Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), a fala sobre uso responsável indica uma provável distribuição restritiva , o que pode ser visto como uma barreira.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.