Etanol de milho pode elevar disputa por madeira usada em papel e celulose, diz Itaú BBA
Etanol de milho pode elevar disputa por madeira usada em papel e celulose, diz Itaú BBA A expansão do etanol de milho no Brasil deve aumentar a procura por madeira de eucalipto para geração de energia nas usinas.
O Itaú BBA estima que a necessidade de biomassa cresça de forma significativa até 2030, pressionando a oferta de florestas plantadas e ampliando a disputa por madeira utilizada também pelas indústrias de papel e celulose .
Considerando uma capacidade de 13 bilhões de litros de etanol de milho ao fim de 2026, o consumo energético das usinas poderia exigir cerca de 35 milhões de metros cúbicos de biomassa de eucalipto.
Para manter esse abastecimento de forma contínua, seria necessário um estoque florestal próximo de 440 mil hectares, com colheita anual estimada em 63 mil hectares.
Produção de etanol de milho deve mais que dobrar Segundo o Radar Agro do Itaú BBA, a capacidade instalada de etanol de milho no Brasil deve passar de 10,9 bilhões de litros, em 2025, para 25,3 bilhões de litros em 2030.
Em Mato Grosso, principal polo produtor, a capacidade pode avançar de 6,9 bilhões para 11,9 bilhões de litros no mesmo período.
O crescimento aumenta a demanda por biomassa, principalmente em um momento de restrições ao uso de material proveniente de supressão de vegetação nativa.
O relatório considera o eucalipto a principal alternativa para garantir o abastecimento energético das usinas, embora resíduos agrícolas, capins energéticos e outras fontes possam complementar essa matriz no futuro.
Mato Grosso pode ter déficit de 218 mil hectares No cenário-base, seriam necessários cerca de 383 mil hectares de eucalipto plantado em Mato Grosso até 2028 para atender à produção projetada de etanol de milho.
A área atualmente estimada no estado é de 165,6 mil hectares.
A diferença representa um déficit potencial de aproximadamente 218 mil hectares de novas florestas energéticas.
O Itaú BBA calcula que a expansão exigiria investimentos próximos de R$ 7,6 bilhões ao longo de um ciclo de 13 anos.
Em um cenário de menor eficiência energética das usinas, a área necessária poderia chegar a 572 mil hectares, elevando os investimentos estimados para R$ 14,3 bilhões.
Madeira atende diferentes setores As usinas de etanol de milho não são as únicas consumidoras de biomassa em Mato Grosso.
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