O desafio da IA no Brasil não é infraestrutura, mas chegar à produção
Para três executivos que discutiram infraestrutura de inteligência artificial (IA) em painel do IT Forum Praia do Forte 2026, o maior obstáculo das empresas brasileiras não está na capacidade de processamento disponível, mas na dificuldade de levar projetos da prova de conceito (PoC) à produção.
O painel “Eficiência como estratégia, a nova infraestrutura da IA” reuniu o country manager da Intel Brasil, André Ribeiro , o country manager da AWS Brasil, Cleber Morais , e o CEO da Opah IT , João Moressi Junior , com moderação de Miguel Petrilli , fundador do IT Forum e membro do conselho do Grupo Itaqui.
CPU ganha espaço com avanço da inferência Ribeiro explica que a Intel concentra esforços em performance para inferência, fase em que a IA passa a gerar respostas a partir do que aprendeu, e não mais apenas a processar dados de treinamento.
Segundo ele, até 2028, 80% das cargas de IA serão de inferência.
Dois movimentos, segundo Ribeiro, explicam por que a unidade central de processamento (CPU) ganha relevância no mercado de IA.
O primeiro é a migração da fase de treinamento para a fase de geração de valor para o negócio.
“Dependendo da carga de trabalho, do volume e da quantidade de parâmetros, uma CPU pode trazer mais eficiência para o processo porque ela consome menos energia”, diz.
O segundo é o avanço da IA agêntica: agentes executam tarefas, tomam decisões e orquestram dados, funções que também tendem a ser mais eficientes em CPU.
A CPU não resolve todos os projetos de IA, pontua Ribeiro.
“A CPU vai resolver todos os projetos de IA? A resposta é não, definitivamente não”, afirma.
Ela se destaca na camada de orquestração e em cargas de trabalho de até 20 bilhões de parâmetros, volume que já é relevante para empresas que trabalham com dados internos.
Nuvem como fundação e consumo de energia Morais relaciona a presença brasileira no mercado global de tecnologia à capacitação técnica, e cita o compromisso da AWS de treinar um milhão de pessoas em nuvem.
Ele afirma que a linha própria de processadores da empresa já responde por vinte bilhões de dólares em faturamento anual, negócio inexistente poucos anos atrás.
A AWS vai investir 200 bilhões de dólares em infraestrutura de IA neste ano, informa Morais, incluindo data centers e capacidade de processamento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em itforum.com.br — o conteúdo pertence a IT Forum.