Chicago cai, dólar recua e soja perde força no Brasil; compradores vão continuar de fora?
Foto: Pixabay O mercado brasileiro de soja registrou mais uma sessão de baixa movimentação nesta terça-feira (20), com preços predominantemente mais baixos e apenas negócios pontuais.
Segundo o analista da Safras & Mercado , Rafael Silveira, as quedas na Bolsa de Chicago e no dólar pressionaram as cotações, enquanto a ausência de ofertas dos vendedores manteve a comercialização praticamente travada.
Os prêmios permaneceram nominais, sem indicações firmes para negócios no mercado spot.
Diante desse cenário, os compradores reduziram suas ofertas, mas os produtores também seguiram afastados das negociações, sem disposição para vender nos atuais níveis de preços.
“O mercado ficou travado, com negócios apenas da mão para a boca e lotes pontuais negociados”, observa Silveira.
Segundo o analista, a sessão foi marcada pela falta de impulso comercial, sem grandes novidades.
Enquanto isso, o plantio da nova safra segue avançando em bom ritmo, favorecido pelo tempo mais aberto.
Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp! Preços de soja no Brasil Passo Fundo (RS): caiu de R$ 147,00 para R$ 145,00 Santa Rosa (RS): caiu de R$ 148,00 para R$ 146,00 Cascavel (PR): caiu de R$ 142,00 para R$ 140,00 Rondonópolis (MT): caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00 Dourados (MS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00 Rio Verde (GO): manteve em R$ 138,00 Paranaguá (PR): caiu de R$ 153,00 para R$ 151,00 Rio Grande (RS): caiu de R$ 154,00 para R$ 152,00 Chicago Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta terça-feira, na sétima sessão consecutiva de perdas.
O avanço da colheita nos Estados Unidos e a previsão de que o clima continue favorecendo os trabalhos impulsionaram as vendas por parte de fundos, levando os preços aos menores níveis em dois meses.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de soja atingiu 64% da área até 18 de outubro, ante 46% na semana anterior.
O índice ficou abaixo da média dos últimos cinco anos, de 65%, e das expectativas do mercado.
Por outro lado, na demanda, os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 612 mil toneladas de soja à China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.
Apesar do sinal de retomada das compras chinesas, a pressão exercida pelo avanço da colheita continuou predominando no mercado.
A China importou 360.878 toneladas de soja dos Estados Unidos em setembro, ante volume zero registrado no mesmo mês do ano passado.
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