A força de uma (boa) pergunta
Aprendi no banco da faculdade a importância de uma boa pergunta.
Jornalista vive disso, de ir a fundo para entender e poder narrar a história da forma mais fidedigna possível.
Sempre que eu ia fazer uma reportagem (escrevi para várias revistas femininas e house organs), era tomada por um sentimento de “será que estou perguntando tudo o que devo?”.
Afinal, deixar passar um detalhe, um fato não mencionado ou uma intenção não explícita pode fazer a diferença no produto final.
Esse olhar não é exclusividade de uma atividade profissional; estende-se a cada um de nós, independentemente do setor ou ramo em que atuemos.
Por exemplo, quando professora primária, tentava compreender o que havia por trás de uma tarefa entregue às pressas e sem capricho ou o motivo de o/a aluno/a não a ter feito – sempre com olho no olho e legítimo interesse pelas suas motivações.
Ao longo de minha carreira executiva, não foi diferente.
A cada lançamento de produto, serviço, campanha ou projeto, o diagnóstico inicial era a fase mais rica e basilar.
E vale destacar: quando realizado em grupo, esse exercício ganhava uma riqueza ímpar de perspectivas – é a diversidade em ação.
Um fato, para mim, é simbólico da força de uma pergunta.
Estávamos às vésperas da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que marcaria os 20 anos da histórica Rio-92 (ou Eco-92).
O Rio de Janeiro receberia 193 países e mais de 100 chefes de Estado e de Governo para debater agendas fundamentais para o nosso futuro.
A questão decisiva nesse contexto me foi trazida um ano antes, em 2011, no intervalo de um evento no WTC.
Estávamos tomando café eu — na época Diretora de Sustentabilidade na Bolsa —, a querida amiga de jornada Glaucia Terreo e o saudoso e inesquecível Ernst Ligteringen, o então CEO da GRI (Global Reporting Initiative).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.