Grupo HDI vê expansão e encarecimento do setor de seguros em meio a eventos climáticos extremos
As mudanças climáticas e a maior frequência de eventos extremos devem trazer impactos cada vez mais relevantes para o mercado de seguros.
Para Eduardo Dal Ri , CEO do Grupo HDI, seguradora de origem alemã, o aumento da utilização dos seguros diante de catástrofes climáticas tende a pressionar os preços.
“Quanto mais pessoas usarem, o seguro vai ficar mais caro, inevitavelmente”, diz.
Ao mesmo tempo, o executivo vê espaço para uma forte expansão do setor no Brasil, especialmente em modalidades ainda pouco difundidas, como seguros residenciais, de vida, cyber e contra fraudes via Pix.
Em entrevista à VEJA NEGÓCIOS , Dal Ri também fala sobre a estratégia da companhia no país e impactos da inteligência artificial na relação entre seguradoras, corretores e clientes.
Eventos climáticos extremos, como as enchentes no Sul do país, estão mudando a percepção dos brasileiros sobre o setor de seguros? De que forma? Sem dúvida.
Na minha carreira, de mais de 35 anos, nunca vi uma situação em que o seguro fosse tão importante para a sociedade como nessa crise do Sul.
No caso das enchentes, houve pessoas que receberam indenização pelo automóvel, mas não tinham seguro residencial ou para a pequena empresa.
Elas usaram aquele dinheiro da indenização para se recompor como família ou como negócio após perderem parte dos seus bens.
Então, o propósito do seguro foi ressignificado.
Em lugares onde a penetração do seguro é maior, como Estados Unidos e Europa, a sociedade convive há mais tempo com eventos climáticos muito agudos.
A Flórida, por exemplo, tem seguro obrigatório para tornados porque o governo percebeu que boa parte da conta da reconstrução acabava recaindo sobre o poder público.
O Brasil ainda precisa evoluir tanto na prevenção quanto na reconstrução após uma catástrofe.
Com eventos climáticos mais frequentes, o seguro vai ficar inevitavelmente mais caro? Sim.
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