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Com mudança de rota na oposição, fim da escala 6x1 deve unir senadores de MS

Campo Grande News ·
Com mudança de rota na oposição, fim da escala 6x1 deve unir senadores de MS

A mudança de estratégia da oposição no Senado pode abrir caminho para que os três representantes de Mato Grosso do Sul votem a favor do fim da escala de trabalho 6x1.

Até então, a senadora Soraya Thronicke (PSDB) era a única da bancada a defender integralmente a proposta.

Nelsinho Trad (PSD) demonstra apoio à mudança, mas cobra medidas para compensar os custos dos empregadores, enquanto Tereza Cristina (PP), que votou contra o texto na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), critica a pressa na tramitação e defende ajustes.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 221/2019 está prevista para ser votada em primeiro turno no Senado Federal nesta quarta-feira (14).

A mudança de postura de setores da direita, que até a semana passada discutiam maneiras de adiar a análise, aumenta as chances de aprovação da matéria.

O movimento também alcança o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), que declarou nesta terça-feira (13) que votará a favor do fim da escala, embora defenda mudanças no texto.

"Eu estou rodando o Brasil.

A maioria dos trabalhadores quer o fim da 6x1.

Vou votar a favor do fim da 6x1, mas a gente defende algo ainda melhor, sempre", declarou Flávio em entrevista coletiva após visitar o pai Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

A votação colocará em evidência a posição dos três senadores sul-mato-grossenses sobre uma proposta que altera a organização da jornada de trabalho no país.

Caso aprovada nos dois turnos do Senado, a PEC prevê a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.

Nelsinho Trad considera a medida importante para os trabalhadores, mas alerta para os efeitos sobre empresas e serviços públicos.

Médico do trabalho, ele afirma que a discussão precisa levar em conta as condições de quem gera empregos e os custos que poderão ser repassados à sociedade.

Como alternativa, defende uma compensação tributária para os setores afetados.

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