“Sem chegar cedo, não há chance”, diz candidato em fila do Primt
“Se não chegar cedo, não tem chance”.
Foi pensando assim que Almiro Reis Ramos, de 55 anos, saiu cedo de casa e, às 6h desta segunda-feira (24), já estava no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) Valéria Lopes da Silva, na Vila Popular, em Campo Grande.
Ele foi em busca de uma oportunidade pelo Primt (Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho).
Desempregado desde 2024, Almiro pretende concorrer a uma vaga de auxiliar de manutenção, com preferência por trabalhar na região da Lagoa Itatiaia, no Bairro Tiradentes.
Ele soube do programa por meio de um vizinho e, desde então, passou a acompanhar quando seriam abertas novas inscrições.
Com apenas 80 senhas distribuídas por dia, decidiu chegar antes do início do atendimento, marcado para as 7h.
“Se não chegar cedo, não tem chance”, afirmou.
Almiro não foi o único a madrugar em busca de uma oportunidade.
Algumas pessoas chegaram por volta das 4h e, antes mesmo da abertura do CRAS, a movimentação já era grande.
Apesar da fila, o atendimento avançava rapidamente durante a manhã.
Também desempregado, Renato de Assis, de 38 anos, chegou às 6h.
Sem trabalho há dois anos, ele busca uma oportunidade na área de serviços urbanos e contou que ficou sabendo da seleção por meio de outras pessoas.
Nesta segunda-feira, o Primt Itinerante retomou os atendimentos no CRAS Valéria Lopes da Silva, na Rua Marçal de Souza, 25, na Vila Popular.
A ação ocorre das 7h às 13h e seguirá por outros bairros da Capital ao longo dos próximos dias.
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