quinta-feira, 13 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Brasil

Audiência pública pede desapropriação do Cemitério dos Africanos

A Tarde ·
Audiência pública pede desapropriação do Cemitério dos Africanos

A segunda audiência pública sobre o futuro do Cemitério dos Africanos, no Campo da Pólvora, definiu na última terça-feira, 11, a criação de uma Comissão Interinstitucional e a interrupção das atividades econômicas e de lazer promovidas pela Santa Casa de Misericórdia no local.

Entre elas estão festas, casamentos e o funcionamento do estacionamento, apontado como prejudicial ao acervo arqueológico.Historiadores, pesquisadores, arqueólogos, representantes do movimento negro e entidades políticas participaram da reunião para discutir propostas de reconhecimento do espaço como memorial e medidas de reparação aos povos negros escravizados.

Segunda audiência pública - Foto: Shirley Stolze | Ag.

A TARDE A discussão sobre a preservação do local também é respaldada por uma pesquisa arqueológica apresentada em 21 de outubro de 2025.

O estudo foi realizado a partir de um levantamento cartográfico desenvolvido durante o doutorado da arquiteta, urbanista e pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Silvana Olivieri.

A pesquisa identificou vestígios mortais de mais de 100 mil pessoas enterradas ao longo de mais de 150 anos no cemitério, localizado no complexo da Pupileira.

Em sua maioria, eram africanos escravizados e seus descendentes, enterrados diretamente no solo, sem rituais religiosos e em covas coletivas.

Entre os mortos estariam líderes da Conjuração Baiana (1798) e da Revolta dos Malês (1835).Os resultados do estudo também foram mencionados durante a audiência por representantes do movimento negro.

Para Eliete Paraguassu, vereadora e referência do movimento negro e quilombola, a discussão sobre o cemitério representa uma oportunidade de enfrentar o apagamento histórico da população negra e cobrar respostas do poder público.“Essa audiência representa um momento muito importante para Salvador porque coloca diante da cidade uma história que durante muito tempo foi silenciada.

Estamos falando de pessoas, de ancestralidade e de um território que guarda as marcas da escravização e do apagamento da população negra”, afirmou.Segundo Silvana Olivieri, a pesquisa também permitiu identificar a localização exata do cemitério na parte frontal do complexo da Pupileira.“A pesquisa permitiu constatar de forma inequívoca a localização exata do cemitério na parte frontal do complexo Pupileira.

Tudo indica que se sabia a localização do cemitério e apenas isso não era revelado à população.

O nosso trabalho foi juntar esses documentos e apresentar ao Iphan e ao Ministério Público”, afirmou.

Ler a notícia completa no A Tarde ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.

Mais de A Tarde

Ver tudo ›

Mais em Brasil

Ver tudo ›