Ex-CFO do Itaú Alexsandro Broedel é condenado a pagar R$ 2,83 milhões ao banco
O juiz André Salomon Tudisco, da 1ª Vara Empresarial e Conflitos de Arbitragem de São Paulo, condenou o ex-diretor financeiro do Itaú Alexsandro Broedel e a empresa dele, Broedel Consultores, ao pagamento de R$ 2,83 milhões (mais juros e correção) ao banco por operações feitas em “conflito de interesses” e por recebimento de “vantagem pessoal não autorizada”.
A decisão diz que ficou comprovado, com base em planilhas de fluxo financeiro e comunicações, que Broedel violou seus deveres fiduciários como CFO, atuou em “conflito de interesses e recebeu vantagem pessoal não autorizada”.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas O magistrado acolheu o pedido do Itaú para rejeitar a aprovação das contas de Broedel de 2023 e 2022, condenando-o ao pagamento do valor que teria sido desviado em contratos feitos naqueles anos.
O pedido do Itaú para devolução dos valores de anos anteriores, no entanto, foi negado porque o juiz entendeu que houve decadência, ou seja, a perda do direito por passagem de tempo.
O banco inicialmente pedia um valor de R$ 10 milhões em dois processos conexos, incluindo os valores que teriam sido desviados, restituição de serviços pagos e não prestados e indenização por danos morais.
O magistrado, no entanto, entendeu que a empresa não comprovou danos morais nem que os serviços pagos não foram prestados.
De acordo com o Itaú, Broedel atuava em conjunto com o consultor Eliseu Martins.
Broedel contratava consultas com ele com valores que, entre 2019 e 2024, chegaram a R$ 13,255 milhões.
No entanto, diz o Itaú, Broedel recebia de volta cerca de 40% do valor, sem declarar conflito de interesses, por meio de sua empresa de consultas — da qual Martins também era sócio.
Martins, seus dois filhos e suas empresas também eram réus no processo, mas fizeram um acordo com o banco em maio de 2025 para pagamento de R$ 4 milhões.
Somente Broedel e empresa dele continuaram sendo processados.
Conflito de interesses O banco afirma que começou as investigações após receber um alerta interno sobre possíveis irregularidades.
Uma auditoria então apontou que Broedel e Martins tinham uma relação muito mais próxima do que era de conhecimento do banco.
A auditoria mostrou também que Broedel vinha aprovando, por conta própria, a contratação de pareceres assinados por Martins sem revelar essa conexão ao Itaú.
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