Governo Lula chamará mercado para discutir Nuvem Brasileira
O mercado será chamado para discutir a Nuvem Brasileira antes do início da estruturação do projeto, segundo o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI).
A iniciativa integra um pacote de ações voltadas à soberania digital anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (20/8), em evento no Rio Grande do Norte.
A Nuvem Brasileira será uma parceria entre os setores público e privado para criar uma infraestrutura de armazenamento e processamento de dados voltada ao governo e a empresas brasileiras.
O objetivo é reduzir a dependência de provedores estrangeiros.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas A iniciativa será formalizada por meio de acordo de cooperação entre MGI, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Lula também anunciou um edital para a compra de um supercomputador de inteligência artificial, com investimento estimado em cerca de R$ 1 bilhão e sede no Rio Grande do Norte.
A máquina será a primeira de duas previstas pelo governo, em um investimento total superior a R$ 2 bilhões.
A ação faz parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).
Assine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email O pacote inclui ainda uma cooperação com empresas chinesas para desenvolver modelos de IA em língua portuguesa e formar profissionais no país.
Também está prevista a implantação do Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável, que ficará na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A expectativa é que o centro desenvolva pesquisas, metodologias e ferramentas para transparência e análise de riscos em sistemas de IA.
A avaliação de técnicos do governo é que a estrutura deve dialogar com uma futura regulação da tecnologia no país, hoje discutida no Congresso por meio do PL 2.338/2023.
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