A renovação do refúgio secreto de Coco Chanel na Riviera Francesa
Vista aérea de La Pausa, com a Riviera Francesa e os campos de lavanda ao redor da casa (Manolo Yllera/Architectural Digest)
A propriedade de La Pausa, em Roquebrune-Cap-Martin, na Riviera Francesa , passou por uma restauração paisagística que devolveu ao terreno a configuração que Gabrielle "Coco" Chanel idealizou no fim dos anos 1920. O projeto foi conduzido pelo arquiteto americano Peter Marino , responsável havia quatro décadas por boutiques e escritórios da grife, e teve como referência o ano de 1935, quando os jardins da estilista já haviam tomado a forma que ela buscava.
Chanel comprou o terreno de quase quatro hectares em 1928 com os lucros do perfume Chanel nº 5, lançado sete anos antes, e da moda que revolucionava a época . Ali, ela e o arquiteto Robert Streitz ergueram uma casa sóbria, inspirada no convento de Aubazine, onde a estilista foi criada. O nome La Pausa remete a uma capela do século XV que fica ao lado do terreno, ligada por tradição local à passagem de Maria Madalena pela região após a crucificação de Jesus. A propriedade serviu de refúgio a Chanel até 1953, quando foi vendida ao editor Emery Reves, pouco antes de a estilista reabrir sua casa de costura após quase quinze anos afastada do trabalho.
À esquerda, Chanel entre lavandas em La Pausa, em 1938; à direita, o Claustro visto por trás de uma das grades de ferro que estruturam a área (Arquivo Chanel/Manolo Yllera/Architectural Digest)
A oliveira centenária no centro do Claustro, com vista para o Terraço Sul e o balanço de ferro ao fundo (Manolo Yllera/Architectural Digest)
Em 2015, a Chanel adquiriu La Pausa dos herdeiros de Reves. Com o apoio da equipe de patrimônio da marca, Marino revisou os arquivos da propriedade para reconstituir o desenho original dos jardins, que a estilista concebia como uma extensão de sua identidade. Segundo o arquiteto, em entrevista à Architectural Digest, a década de 1930 impunha um paisagismo discreto , condizente com o período de Depressão econômica vivido na Europa.
Durante a construção original, entre 1928 e 1929, Chanel pediu que duas oliveiras centenárias fossem preservadas, uma no caminho de entrada da casa e outra no centro de um pátio interno que lembra um claustro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.