Casas Bahia, Americanas e Oncoclínicas têm teste de caixa nos balanços
Casas Bahia, Americanas e Oncoclínicas divulgam hoje seus balanços do segundo trimestre em meio à preocupação dos investidores com a situação financeira das empresas.
Casas Bahia, Americanas e Oncoclínicas divulgam hoje seus resultados após o fechamento do mercado. A análise dos investidores deve se concentrar na geração de caixa, no endividamento e na capacidade de sustentar as operações, mais do que em lucro ou dividendos, segundo relatórios de mercado das corretoras XP e BTG Pactual.
As três companhias estão em momentos diferentes de seus processos de reestruturação. Casas Bahia tenta consolidar uma melhora operacional e financeira; Americanas busca mostrar que consegue operar de forma sustentável após a crise que levou à recuperação judicial; e Oncoclínicas acaba de iniciar uma recuperação extrajudicial para renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas.
Em comum, o desafio é transformar os planos de reestruturação em geração de caixa suficiente para manter as operações. Por isso, os números do segundo trimestre devem ser avaliados pelo mercado principalmente pela evolução do caixa e da dívida, adiantam analistas.
Casas Bahia precisa mostrar que a operação comercial parou de queimar dinheiro. A varejista vem passando por um processo de reestruturação para reduzir a alavancagem e melhorar a geração de caixa. No primeiro trimestre, a companhia reduziu a dívida líquida, mas parte importante desse movimento veio da conversão de dívida em capital.
A conversão de debêntures em ações ajudou a aliviar o peso dos compromissos financeiros. A operação reduz a pressão sobre a estrutura de capital , mas não resolve sozinha o desafio de fazer a operação gerar caixa de forma recorrente.
Genial Investimentos avalia que a conversão gerará impacto positivo. "A conversão pode ajudar a reprecificar o risco de crédito e aliviar a estrutura de capital, reduzindo a dívida líquida", afirma a corretora, ponderando que juros altos e crédito restrito ainda atrapalham as vendas.
É justamente essa melhora que o mercado deve procurar no balanço. O Itaú BBA avalia que a companhia apresentou uma recuperação operacional relevante, mas ainda há pontos de atenção para a tese de investimento.
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