Palmeiras não brilha, não sofre gols e não perde do São Paulo há 13 jogos
O Palmeiras aumentou o maior tabu de sua história contra seu segundo maior rival, o São Paulo. São agora 13 clássicos sem derrota, nove vitórias e quatro empates. Não é a maior sequência invicta da história do Choque-Rei, porque o Tricolor passou 15 sem perder, entre 1971 e 1974, mas tevem valor pela hegemonia, pela supremacia no Nubank Parque (15 vitórias, 5 empates e 4 derrotas) e por chegar à liderança do Brasileirão, embora com poucas chances de terminar a rodada à frente do Flamengo.
Não foi exibição com brilho. Ao contrário, o primeiro tempo contra os reservas do São Paulo foi difícil, com apenas duas finalizações certeiras e com o jogo se tornando mais fácil apenas após a expulsão do zagueiro Osório, por falta violenta no lateral Piquerez.
Oito minutos depois, Giay fez cruzamento, Gustavo Gómez ajeitou e Murilo marcou seu quinto gol na temporada.
Antes disso, Dorival Júnior montou esquema com linha de cinco defensores, Victor Sá e Wendell como alas, Newton, Rafael Tolói e Osório como zagueiros centrais. Dos oito jogos como mandante depois da Copa, esta foi a sétima vez que o time de Abel Ferreira enfrentou linha de cinco zagueiros. E sofre todas as vezes.
Mas clarou o jogo depois do segundo gol, marcado por Vítor Roque em combinação entre Andreas Pereira e Khellven, autor do passe para o centroavante marcar seu segundo gol após a lesão de tornozelo.
O São Paulo ficou mais tímido, mas teve chance em cabeceio de Rafael Tolói, após cobrança de escanteio.
O Palmeiras chega a oito partidas sem derrota, numa sequência em que não sofreu gol em seis dessas partidas. Só tomou gol nos 4 x 1 contra o Vasco, nos acréscimos e quando vencia por 4 x 0 e contra o Mirassol, no empate que começou a custar a liderança do Brasileirão.
O cansaço da equipe foi flagrante, no décimo jogo disputado em 31 dias, com cinco vitórias, quatro empates e uma derrota desde 12 de agosto, quando empatou com o Cerro Porteño, no Nubank Parque. É um fator a se considerar na avaliação da falta de brilho ofensivo, embora com muita competência na defesa neste período.
O time de Abel Ferreira tentará repetir noventa minutos sem ser vazado contra a LDU. Se conseguir, chegará à sua 11a semifinal de Libertadores.
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