Indexa Pesquisas: 45% acham que Flávio Bolsonaro poderia cortar benefícios sociais se eleito
O senador Flávio Bolsonaro (PL) é o candidato à Presidência da República mais associado pelos eleitores à possibilidade de redução ou corte de benefícios sociais . De acordo com levantamento Indexa Pesquisas, 45% dos entrevistados afirmam que ele poderia adotar a medida caso fosse eleito. No sentido oposto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera entre os nomes que poderiam ampliar os programas , citado por 48% dos eleitores consultados pelo levantamento.
Depois de Flávio, o influenciador Pablo Marçal (PRTB) aparece como o segundo candidato mais associado ao corte de benefícios, com 22%. Em seguida, estão o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 18%, o influenciador Renan Santos (Missão), com 16%, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 13%, e Lula, com 10%.
Quando a pergunta trata da possibilidade de aumento dos benefícios sociais, Flávio é citado por 15% dos entrevistados. Caiado aparece com 5%.
As duas perguntas admitiam respostas múltiplas, ou seja, cada entrevistado poderia indicar mais de um candidato. Por isso, os porcentuais não são excludentes nem somam necessariamente 100%. Os resultados também mostram percepções cruzadas: parte dos eleitores acredita que Flávio poderia ampliar os programas, enquanto Lula também é citado entre os nomes que poderiam reduzi-los.
Na avaliação do CEO da Indexa Pesquisas, Arilton Freres, a associação de Flávio ao corte de benefícios decorre mais da polarização entre lulismo e bolsonarismo do que de uma análise das propostas do candidato do PL.
“Eu acho que a razão está mais no eleitor consolidado de Lula do que em uma análise crítica sobre quem é Flávio na disputa”, afirmou Freres em entrevista ao Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado . Segundo ele, como a rejeição ao candidato do PL é elevada entre os apoiadores do petista, a resposta mais natural desse grupo seria apontá-lo como o presidenciável com maior possibilidade de reduzir os programas.
Apesar do discurso de Flávio tentar dar enfoque a cortes de gastos na máquina pública, Freres avalia que a associação feita pelo eleitor a eventuais cortes funciona principalmente como uma marca ideológica. “Não há uma razão prática para essa conclusão. Ela é muito mais ideológica, na contraposição entre Lula e Bolsonaro”, afirmou.
Para o pesquisador, não há no histórico recente do bolsonarismo uma experiência que sustente de forma direta essa percepção. Freres lembrou que, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro , o Bolsa Família foi substituído pelo Auxílio Brasil, com aumento dos valores nominais e ampliação do alcance do programa.
“Na véspera da eleição de 2022, o que não faltou foi ampliação de programas sociais em uma tentativa de vencer a disputa”, disse em entrevista à Broadcast.
A pesquisa foi realizada pela Indexa Pesquisas entre quinta-feira (20) e domingo (23), com 2.000 eleitores. O levantamento possui 95% de nível de confiança, margem de erro de 2,2 pontos percentuais e tem o registro BR-06366 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.