Ciência brasileira descobre o que pode acabar com dengue e malária
As patologias propagadas por vetores como mosquitos continuam a flagelar a população brasileira, com destaque para a dengue e a malária.
Em visita ao Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a reportagem acompanhou o progresso de quatro projetos científicos focados na criação de imunizantes inovadores contra essas infecções.DengueAmeaça de novos surtos impulsiona pesquisas com RNA e vacina quadrivalenteCom o impacto das oscilações climáticas e a influência do fenômeno El Niño, Minas Gerais enfrenta a ameaça constante de uma nova epidemia de dengue.
Para conter o avanço do vírus, a cientista Nathália Pereira integra a equipe dedicada ao desenvolvimento de uma dose capaz de neutralizar todas as variações conhecidas do agente infeccioso.“Atualmente, convivemos com quatro sorotipos de dengue e o nosso objetivo final é uma vacina quadrivalente.
O Brasil responde anualmente por metade dos registros globais da doença, o que consolida o cenário como um grave problema de saúde pública nacional”, destaca Nathália.Em outra frente de trabalho, a especialista Sarah Sérgio explora a tecnologia de RNA mensageiro para garantir imunização com alto nível de segurança e rápida resposta biológica.“O RNA atua como um mensageiro genético que permanece no organismo por um período muito curto.
Ele introduz a instrução para que o próprio corpo gere a resposta imune ao produzir uma fração do vírus, sendo metabolizado e eliminado logo em seguida”, esclarece a pesquisadora.
MaláriaProjetos miram solução universal e imunizante focado na AmazôniaNa Região Norte, a malária desponta como uma das principais mazelas sanitárias.
Originária de Manaus, a pesquisadora Luna Lacerda vivencia de perto os desdobramentos da enfermidade no cotidiano dos moradores locais.“A incidência da malária na Bacia Amazônica é altíssima.
Em nossas incursões de campo em Porto Velho, identificamos cidadãos que já contraíram a infecção mais de 30 vezes.
O esquema terapêutico é extremamente agressivo e a doença é altamente reincidente”, relata Luna.Para contornar o problema, a cientista atua no desenvolvimento de uma vacina universal.
Enquanto as fórmulas existentes no mercado global focam em cepas específicas da África ou do Brasil, o novo projeto visa conferir proteção contra múltiplos tipos do parasita simultaneamente.Em paralelo, o CTVacinas avança com a Vivaxin, imunobiológico desenvolvido em cooperação com a Universidade de São Paulo (USP) focado na espécie mais incidente no território nacional.
A pesquisadora Graziella Rivelli detalha o projeto:“A Vivaxin foi formulada para proteger a população contra a infecção induzida pelo Plasmodium vivax, protozoário transmitido pela picada do mosquito-prego (Anopheles).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.