Famílias esperam horas por liberação de corpos no IML de Nova Iguaçu: 'Descaso'
Famílias esperam horas para liberar corpos no IML de Nova Iguaçu Famílias que perderam parentes têm enfrentado horas de espera para conseguir reconhecer e liberar os corpos no Instituto Médico Legal (IML) de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
A unidade é, atualmente, a única da região que realiza exames cadavéricos.
As necropsias no Instituto Médico Legal de Duque de Caxias foram suspensas por causa de obras, fazendo com que os corpos de diferentes municípios da região sejam encaminhados para Nova Iguaçu. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O artista plástico Carlos Eduardo Carrilho Baião esteve dois dias no IML para tentar liberar o corpo do filho, Lucas, de 26 anos.
O jovem morreu no sábado (15), em um acidente de moto em São João de Meriti.
Carlos contou que passou o domingo inteiro no instituto.
Ele chegou às 7h e deixou o local por volta das 21h sem conseguir liberar o corpo.
Nesta segunda-feira (17), Carlos retornou ao IML.
Segundo ele, funcionários informaram que havia uma grande quantidade de corpos aguardando atendimento e que apenas um médico-legista estaria realizando os procedimentos.
IML de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense Reprodução/ TV Globo Outras famílias também chegaram ao IML nas primeiras horas da manhã de segunda-feira e permaneceram por horas aguardando o reconhecimento e a liberação dos corpos.
A estudante de História Fernanda Silva Rocha chegou por volta das 6h45 para acompanhar o procedimento de liberação do corpo do tio, encontrado morto na própria residência, em Nova Iguaçu, na noite anterior.
Segundo ela, até depois do meio-dia a família ainda não havia conseguido fazer o reconhecimento.
"Um descaso por parte do Estado, uma falta de comprometimento com a sociedade, com o acolhimento num momento de dor que a gente tem", disse.
Família teme ficar sem velório Outra família que enfrentou a demora foi a de um homem que morreu após ser atropelado na Rodovia Presidente Dutra, em Paracambi.
Segundo o auxiliar de topógrafo Matheus Almeida, o cunhado dele desceu de um ônibus para atravessar a pista e acabou atingido por uma motocicleta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio de Janeiro.