Houthis atacam palácio em Áden; coalizão detalha ataques à infraestrutura saudita
Os houthis do Iêmen dispararam mísseis contra o complexo do palácio presidencial na cidade de Áden, no sul do país, nesta quinta-feira, matando dois guardas, enquanto a coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen divulgou detalhes de dezenas de ataques a infraestruturas sauditas no conflito que vem se intensificando .
O ataque foi o primeiro, no atual conflito entre os houthis — alinhados ao Irã — e a Arábia Saudita, contra o palácio al-Maashiq, em Áden, sede do governo iemenita apoiado pela Arábia Saudita e reconhecido internacionalmente.
O conflito é um novo palco na guerra regional mais ampla que teve início com os ataques dos EUA e de Israel ao Irã em fevereiro.
O primeiro-ministro e os membros do gabinete do governo estavam a salvo após o ataque, afirmou o ministro da Informação do Iêmen, Moammar al-Eryani.
Testemunhas relataram à Reuters que ouviram fortes estrondos perto do palácio.
O gabinete do Iêmen informou que o ataque envolveu mísseis e drones, e autoridades disseram à Reuters que dois guardas foram mortos.
Leia também Ataques houthis expõem fragilidade da defesa saudita apesar de gastos bilionários Mesmo com um dos maiores orçamentos militares do mundo e arsenal sofisticado dos EUA, Arábia Saudita enfrenta dificuldades para conter drones e mísseis lançados pelo grupo apoiado pelo Irã UE e países do Golfo adiam cúpula que estava prevista para Arábia Saudita UE e países do Golfo adiam cúpula que estava prevista para Arábia Saudita O porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, disse que os houthis bombardearam o que ele descreveu como o quartel-general das operações militares sauditas em Áden, como parte da política declarada do grupo de atacar “reforços sauditas onde quer que estejam localizados”.
A agência de notícias SABA, controlada pelos houthis, informou que o quartel-general era comandado por oficiais sauditas e que havia depósitos de armas no local.
A Reuters não conseguiu verificar essas alegações de forma independente.
Os novos combates entre os houthis e as forças apoiadas pela Arábia Saudita recomeçaram no Iêmen no mês passado, e agências humanitárias alertaram para o rápido agravamento das condições.
Na semana passada, as forças governamentais lançaram uma campanha para recapturar áreas controladas pelos houthis, recuperando território próximo ao Estreito de Bab el-Mandeb, uma artéria global do transporte marítimo.
Moradores de Taiz, a noroeste de Áden, afirmaram que enfrentam bombardeios cada vez mais intensos e escassez de suprimentos, à medida que os houthis reforçam seu controle sobre áreas ao redor da cidade, a terceira maior do Iêmen.
A guerra eclodiu no Iêmen em 2014, quando os houthis tomaram a capital, Sanaa, forçando o governo a se retirar para o sul.
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