Ações da Magazine Luiza (MGLU3) disparam e acumulam alta de 27% no mês
As ações da varejista Magazine Luiza (MGLU3) lideram as altas do índice Ibovespa nesta quarta-feira (23).
A empresa acumula valorização de 29% em setembro, sob impulso do anúncio da parceria com o Mercado Livre (MELI34) para comercialização de seus produtos no ambiente da companhia de e-commerce latino-americana.
Os papéis subiam 4,75%, a R$ 6,19, por volta das 11h37.
No mês, acumula alta de 28,9%, No ano, acumula queda de 30%.
A explicação para o acumulado mensal bom e o anual ruim está no resultado do segundo trimestre da companhia.
Ela registrou prejuízo de R$ 72,5 milhões, superior à perda de R$ 24,4 milhões reportada no mesmo período do ano anterior.
A desempenho do e-commerce caiu 11,9%, e, mesmo com crescimento de 10,3% nas lojas físicas, a base anual de vendas caiu 5,1%.
O acordo para venda através do Mercado Livre seguiu a mesma lógica de uma parceria com a Amazon, anunciada três meses antes.
"Em vez de competir por cada cliente dentro de seu próprio ecossistema digital, o Magalu vem aproveitando cada vez mais as enormes audiências reunidas pelos principais marketplaces do Brasil para expandir as vendas com custos de aquisição de clientes substancialmente menores", escreveram os analistas do BTG Pactual em relatório.
Além de ampliar vendas e se expor a novos clientes, a estratégia pode desbloquear monetização do braço logístico da empresa, o Magalog.
A vertical já atende Samsung, O Boticário, Renner e Centauro.
Com parte do braço logístico liberado - já que os marketplaces têm entregas próprias - seria possível ampliar essa lista de clientes, aumentando a densidade da rede e diminuindo custos fixos.
A avaliação também é dos analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon, do BTG Pactual.
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