Petróleo volta a ficar acima dos US$ 100 e azeda humor dos mercados, mas Petrobras (PETR4) surfa no movimento
O petróleo voltou a superar os US$ 100 por barril nesta quarta-feira (23) e ajudou a azedar o humor dos mercados, ao reacender preocupações com inflação e juros.
Na bolsa brasileira, porém, o movimento favorece a Petrobras (PETR4), que sobe mais de 2% e ajuda a amortecer a queda do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira.
No fechamento, o petróleo Brent, referência mundial, avançou 3,86%, a US$ 103,08 por barril.
O WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 1,81%, a US$ 92,16.
A commodity voltou a ganhar força diante dos riscos de novos ataques no Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo.
Também pesaram as incertezas sobre uma possível restrição temporária às exportações americanas de diesel, embora a informação tenha sido posteriormente negada pelo governo dos Estados Unidos.
A alta do petróleo tende a pressionar a inflação ao encarecer combustíveis, transporte e custos de produção, o que alimenta o receio de juros elevados por mais tempo e pesa sobre as bolsas.
Para a Petrobras, o efeito é inverso.
Como a companhia é uma grande produtora e exportadora de petróleo, a valorização do barril favorece as receitas e a geração de caixa da atividade de exploração e produção.
Por isso, as ações da estatal avançam mesmo em um pregão negativo para boa parte do mercado.
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